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Judas Iscariotes: Motivo de ódio ou compaixão?

Judas Iscariotes: Motivo de ódio ou compaixão?

Se Judas não tivesse traído Jesus, ele poderia não teria morrido e consequentemente não teria salvado a humanidade. Observando por esta ótica, Judas é parte fundamental do plano da salvação. Como um dos colaboradores para a execução do plano da salvação, ele deveria ser motivo de ódio ou de compaixão?

      Sempre quando se fala em Judas, a primeira palavra que vem à mente é traição. Isso se deve à passagem bíblica onde fala que Judas traiu Jesus por trinta peças de prata com um beijo na face. Judas disse que daria o sinal para os soldados romanos por 30 moedas de prata. Então hipocritamente aproximou-se de Jesus e o beijou, entregando Jesus para seu sofrimento.
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      Mas existe o outro lado da moeda. Se Judas não traisse Jesus, os soldados romanos não teriam o pegado? Se isso não tivesse acontecido, Jesus poderia não ter morrido e não salvado a humanidade. Logo, observando por essa perspectiva, Judas é indiretamente responsável pela salvação da humanidade, já que ele “empurrou” Jesus para a morte, e a morte de Jesus significa a salvação do mundo.
      Mas isso não acaba por aí. Os soldados romanos pegariam Jesus de qualquer maneira: Jesus veio na terra pra isso, e sabia do seu destino. Judas apenas se deixou levar pela ganância e pelo “calor da emoção”. Devemos tomar cuidado pra não nos deixar ser levados pelas ofertas que nos surgem, muitas vezes pouco nos é dado pra muito perdermos lá na frente. É a chamada “bandeja do inimigo”, que parece apetitosa inicialmente, mas quando se vê seu sabor é amargo e suas consequencias são desastrosas. Não devemos odiar Judas pelo que ele fez, pois todo mundo erra e merece compaixão e acima de tudo perdão. Ele foi precipitado em pecar e mais precipitado ainda em buscar alívio para a sua tensão. O inimigo cerca a todo instante e procura nos mínimos detalhes nos desviar do nosso foco. Vai em cima da maior fraqueza da pessoa (pode ser dinheiro, mulher, fama, etc.) e a seduz com promessas a príncípio muito atrativas, mas completamente vãs e fúteis.

Judas Iscariotes, nada mais do que um ser humano qualquer. Odiá-lo? Jamais. Todos nós estamos vulneráveis ao erro, erros às vezes muito piores que o dele. Vamos buscar amar o próximo, deixar de julgálo e cuidar para que não caiamos em tentação.

Fonte:Peripécias Psicológicas

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1 Comentário

  1. Odacyr Roberth
    18 de agosto de 2011 às 16:30 Responder & darr;

    Muito bom!

  2. Miriam
    19 de agosto de 2011 às 21:07 Responder & darr;

    Realmente texto muito bom! Odiar Judas? Jamais e sim ter compaixão pois todo ser humano merece compaixão.

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