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O drama alcoólico

O drama alcoólico

Só quem convive com uma pessoa drogada dentro de casa sabe do que eu estou falando, principalmente quando se deixa a pessoa sã e ficamos muito tempo longe dela. A gente cria muita expectativa cria muita expectativa para o reencontro, mas quando a gente chega, logo percebe que aquela pessoa que se deixou pra trás já não existe mais: no seu lugar está uma carcaça humana, vácuo latejante, sedento de álcool, álcool, álcool, apenas álcool. O vazio existencial é preenchido por álcool, mesmo que seu preenchimento tenha efeitos meramente temporário.

      E embora a pessoa que bebe geralmente quer parar de beber, neste caso particular ela não faz o mínimo esforço: bebe, tem consciência disso e não quer parar de beber. Isso é o cúmulo do egoísmo, pois quem na verdade sofre não é a pessoa que bebe (ao contrário, está alegre e satisfeita), mas seus filhos, seu marido, sua mãe e seus amigos. O drogado perde toda a vergonha e os seus parentes devem pedir desculpas a todos pelo comportamento do bebum. Os tombos pela rua, o vômito no tapete persa da sala, os ataques de mania de perseguição, as brigas pelas esquinas e todo tipo de atitudes do mais baixo calão que dá vontade de enfiar a cabeça na terra e nunca mais tira. Os filhos têm um péssimo exemplo a seguir. A sociedade rejeita e discrimina. A bíblia condena. A família padece. E eu lamento.

       Pura hipocrisia social permitir uísque, chardonay, cerveja e nicotina e criminalizar a maconha e outras drogas tão invasivas e prejudiciais quanto. Tudo deveria ser banido pra longe da face da Terra. São coisas feitas para pessoas fracas, sem personalidade, em busca de auto-afirmação, de projetos irreais. No momento em que estão sob efeito da droga, legal ou não, eles são os “donos do mundo”, estão completos, plenamente satisfeitos. Drogas que destroem menos as pessoas que usam e mais as pessoas que a rodeiam; que corrói a lembrança, corrompe a esperança e no final todo mundo sai perdendo.

Fonte: Peripécias Psicológicas  / Odacyr Roberth

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