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Bactéria injetada em mosquitos da Dengue conseguem impedir a transmissão da doença

Bactéria injetada em mosquitos da Dengue conseguem impedir a transmissão da doença

Os cientistas injetaram uma bactéria em mosquitos transmissores da dengue para evitar a propagação desta doença que mata anualmente mais de 20.000 pessoas em 100 países.

Pesquisadores australianos publicaram na revista Nature dois artigos mostrando o resultado de um experimento em que era injetado, no mosquito fêmea, a bactéria Wolbachia, que foi passada também aos seus descendentes fazendo com que estes novos mosquitos não possuam o vírus da dengue.

Os mosquitos que foram infectados foram soltos na natureza, fazendo com que eles se reproduzam e ajudem a reduzir a propagação da dengue. O professor Scott O’Neill, autor e diretor da Faculdade de Ciências da Universidade Monash, relata que o vírus da dengue é quase totalmente abolido no organismo do mosquito, e com esta propagação dos mesmos no meio ambiente, vai reduzir a contaminação da dengue entre pessoas.

Nos experimentos realizados em mais de 2.500 embriões do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, depois de chocados eles foram alimentados com sangue contaminado com o vírus, e nenhum deles foi contaminado. O Dr. O’Neill disse que havia duas teorias para explicar porque a Wolbachia foi capaz de bloquear a absorção de dengue.

A primeira é que a Wolbachia estimula o sistema imunológico do mosquito que o protege de alguns vírus como o da dengue. A segunda é que a Wolbachia compete com a dengue para se alimentar dentro do mosquito, tornando mais difícil para o vírus da dengue replicar. Por não existir vacina ou tratamento especifico, a única maneira de prevenção é o controle das populações de mosquito.

Foram liberados quase 299 mil mosquitos infectados em mais de 370 locais no nordeste da Austrália, agora a equipe de pesquisadores estão buscando a aprovação para a liberação dos mosquitos em países como Vietnã, Tailândia, Indonésia e Brasil, onde ocorrem endemias de dengue, para analisar a taxa de redução da transmissão da doença.

Fonte: osmayro@gmail.com – da redação de Brasília

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