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Eutanásia: Os segredos do espírito

Eutanásia: Os segredos do espírito

Pessoas em estado vegetativo ainda possuem espírito?

     Imagine uma pessoa, num leito de hospital, em coma por mais de um ano, alimentado pela sonda, não fala, não pisca, não mexe um dedo sequer. Mas seu coração bate. Algumas vezes mais forte, outras vezes mais fraco, mas bate. Este corpo sem movimentos, sem fala ainda possui um espírito ou é só um buraco oco, sem nada, apenas com mecanismos biológicos funcionando?
Essa dúvida tem atormentado muitas pessoas que têm seus parentes em estado semelhante. As pessoas já estão saturadas de discutir isso pelas ruas, pelas escolas, em casa ou com os amigos, mas provavelmente elas não passaram pela experiência de ter alguém da família nesse estado.

     De fato é uma dúvida cruel. Gastar toda a fortuna da família para manter um vegetal no hospital que sabe Deus lá quando ou se vai acordar? Ou desligar os aparelhos e ficar por toda a eternidade com a consciência pesada pensando “ele poderia ter acordado no outro dia, e eu roubei essa chance dele”? Qual caminho seguir?
     Todo mundo tem sua opinião formada sobre o assunto, mas eu opto pela primeira opção: manter vivo até o desdobrar dos fatos. Como fui criado na igreja, tenho uma visão estritamente religiosa quando se trata de tirar a vida de alguém. “Mas quem garante que há vida ali?”, você pode me perguntar, e eu te responderei com outra pergunta: “quem garante que não há?”. Deus usa de todas as situações que nós vivemos para nos aproximarmos dele: veja bem, Ele não causa a situação, apenas a utiliza como ferramenta para chegarmos mais perto dele.
     Imagine você num estado como esse e apenas ouvindo as pessoas falarem “é, vamos ter que sacrificá-lo. Há meses não responde a nenhum estímulo. Acho que ele já se foi”. Não se sentiria roubado? Sim… Sua vida estava sendo roubada bem diante de você e você nada poderia fazer a respeito.
     Deus dá a vida e somente Ele pode tirá-la. Tirar a vida de alguém pode significar roubar a chance desse alguém se tornar uma pessoa melhor, depois da experiência que ela teve. O espírito ainda está no corpo? Provavelmente sim, caso contrário, muitas pessoas que se mantêm anos nesse estado jamais se levantariam dos seus leitos e poderiam ser dadas como mortas assim que entrassem em estado vegetativo. Vejam alguns exemplos abaixo:
Super abril relata pessoa que saiu repentinamente do estado de coma (clique aqui e leia o caso completo)Marido canta e mulher acorda após 10 anos em coma (clique aqui e leia o caso completo)
O mesmo serve para crianças que nascem com alguma anomalia, como o caso da menina sem rosto, Vitória, ou com alguma pessoa que é portador de uma doença incurável e está em estado terminal. Eutanásia… Morte sem sofrimento? Quem vai, provavelmente não queria ir, e quem fica também não queria que seu ente querido fosse. Casos extremos assim podem servir de exemplo de vida, mostrando o qual frágil pode ser o corpo do ser humano, mas quão forte pode ser sua coragem, força, persistência e acima de tudo, fé.

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