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O ministro Orlando Silva enfim DEMITIDO. Já vai tarde.

Se estivéssemos na Inglaterra, onde se aposta em praticamente tudo, a demissão do ministro do Esporte, Orlando Silva, seria um dos temas de maior destaque. Com mais apostas do que as corridas de cavalo.

A estratégia do Planalto era buscar “uma saída honrosa”, ou seja, o próprio Orlando Silva pediria demissão, alegando que deixava o governo para poder se defender com mais liberdade. Esse seria o melhor argumento para o ministro entregar o cargo, na reunião de sexta-feira passada com a presidente Dilma Rousseff.

Mas o ex-presidente Lula entrou no circuito, como já fizera nos outros casos de corrupção envolvendo ministros, e a estratégia do Planalto foi para o espaço. Lula mandou Orlando Silva ficar e o PCdoB lutar por ele. A presidente Dilma obedeceu, e o partido do ministro, também. Traduzindo: não haveria mais saída honrosa. Apenas o desgaste progressivo, desmoralizando o ministro e o próprio governo Lula Rousseff.

Terça-feira, no fim da tarde, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, foi chamado ao Planalto para analisar a crise. Logo depois, encontrou-se com o líder do partido, deputado Osmar Junior (PI), e o próprio Orlando Silva. Depois, todos participaram de uma reunião da bancada, que aguarda um desfecho para a crise que já dura mais de dez dias. Mas o ministro ainda tentou resistir.

Mas no núcleo do governo e entre líderes da base governista no Congresso, a demissão do ministro já era considerada mais do que decidida. Como diz o senador Magno Malta (PR-ES), que é da base aliada, “o corpo já está embalsamado, só falta enterrar, e Dilma quer velar mais um pouco por causa da relação de amizade com o defunto”. Simples assim.

Agora de manhã, o ministro jogou a toalha, para alívio do Planalto. Espera-se que seja substituído por alguma pessoa decente.

Fonte: Net.com

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