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Pesquisadores afirmam que pessoas felizes vivem mais

Pesquisadores afirmam que pessoas felizes vivem mais

Um novo estudo indica que as pessoas com melhor estado de espírito tem 35% menos chance de morrer nos próximos 5 anos.

Tradicionalmente, os cientistas medem a felicidade de uma pessoa através de questionários sobre o que aconteceu em sua vida. Entretanto, o psicólogo e epidemiologista Andrew Steptoe da Univesity College London (UCL), afirma que esse método pode não ser confiável.

Isso porque não é possível ter certeza se as pessoas respondem como realmente estavam se sentindo ou como elas lembram se sentir em um determinado momento de sua vida, afirma o pesquisador. Além disso, ao responder a estes questionários, as pessoas estão mais propensas a contar suas bênçãos e comparar sua experiência com a vida dos outros.

O estudo inglês de envelhecimento longitudinal tentou obter resultados mais específicos e confiáveis. Para isso 11 mil pessoas com 50 anos ou mais foram seguidas desde 2002. Em 2004 cerca de 4700 pessoas forneceram amostras de saliva coletadas quatro vezes ao dia e, nesses momentos de coleta, elas classificavam seu estado de espírito como feliz, animado, contente, preocupado, ansioso ou com medo. Estas amostras de saliva vão servir para futuras análises de hormônios de estresse, que serão relacionados com o sentimento descrito pelos participantes.

Apesar de ainda não terem sido realizada as análises hormonais, Steptoe e sua colega Jane Wardle, também da UCL, publicaram alguns resultados prévios sobre as relações entre o humor e a mortalidade na ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’.

Das 924 pessoas que relataram sentimentos pouco positivos, 7.3%, ou 67 pessoas, morreram dentro de 5 anos.  Para as pessoas com os sentimentos mais positivos, a taxa caiu pela metade, 3,6% – 50 das 1399 pessoas. Diversos fatores poderiam estar influenciando estes resultados, além da felicidade. Por isso, os pesquisadores fizeram diversas classificações em idade, sexo, fatores demográficos (como riqueza e educação), sinais de depressão, e os comportamentos de saúde, como o tabagismo e atividade física.

Mesmo com estes ajustes, os cientistas identificaram que o risco de morrer nos próximos 5 anos ainda era 35% menor nas pessoas mais felizes.

Steptoe afirma que o estudo demonstra uma relação entre o bom humor e a longevidade, mas isso não prova que a felicidade sozinha faz com que as pessoas vivam mais já que as circunstâncias de vida das pessoas também são muito relevantes.

Um outro estudo, realizado por Laura Carstensen, demonstra os resultados semelhantes. Nesta pesquisa, publicada na revista ‘Psychology and Aging’, 111 idosos na área da Baía de São Francisco registraram suas emoções em cinco momentos diferentes do dia durante uma semana, e foram seguidos por muitos anos. Em suas análises, a pesquisadora também indica que as pessoas mais felizes tendem a viver mais do que aquelas com emoções mais negativas.

Fonte: .jornalciencia.

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