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Golpe de R$ 110 mil em 40 empresários

Golpe de R$ 110 mil em 40 empresários

Passagens aéreas compradas, viagem marcada com destino para Orlando ou Miami (EUA). Passeio de cruzeiro, regado com comidas e bebidas da melhor qualidade. Desde agosto do ano passado, a programação dos sonhos já estava pronta. Parte dos pagamentos já havia sido adiantada. Mas, na virada do ano, 40 empresários pernambucanos que programavam as férias juntos aos familiares tiveram uma surpresa. Os bilhetes de voo haviam sido cancelados. O grupo afirma ter sido vítima de um golpe aplicado por um homem que dizia ser funcionário da TAM Viagens de João Pessoa, na Paraíba, onde as passagens foram adquiridas com a promessa de superdescontos. Eles vão acionar a Justiça para reaver o prejuízo coletivo que, somado, chega a mais de R$ 110 mil.
O empresário Felipe Espinheira, 35 anos, uma das vítimas, contou que conheceu o suposto funcionário da TAM por meio de um amigo. O suspeito apresentou as propostas de preços diferenciados, que logo agradaram. Um custo de cerca de R$ 2,7 mil (ida e volta para Miami ou Orlando). Todos forneceram os nomes e números dos cartões de crédito e o código de segurança. Há cinco meses começaram a pagar as parcelas. A primeira desconfiança surgiu pela demora de os bilhetes serem emitidos pela operadora. “Isso só aconteceu em novembro. Ficamos aliviados”, disse Felipe. As viagens estão programadas para 19 de fevereiro.
Na última segunda-feira, uma das vítimas acessou o site da TAM para realizar o check-in. No entanto, verificou que as passagens haviam sido canceladas por falta de pagamento. Apreensivos, três empresários foram a João Pessoa. Lá, foram informados pelo próprio dono da agência que o funcionário havia sido demitido por ter participação no golpe. O trio ficou ainda mais surpreso: ninguém seria ressarcido pelo prejuízo. “Ele alegou que também foi vítima. Mas tudo aconteceu dentro da agência dele. Os bilhetes foram emitidos lá”, apontou Álvaro Lucena, 38.
O grupo pretende entrar com uma ação conjunta na Justiça. Estão sendo orientados pelos advogados sobre os procedimentos que devem adotar. Na próxima semana, devem procurar a polícia para prestar denúncia contra o susposto funcionário que vendeu as passagens e o dono da empresa de João Pessoa.
“Já estamos com a viagem programada. Tudo foi pago pela maioria. Não podemos deixar de viajar porque as passagens foram canceladas. Tive que comprá-las novamente por um preço muito maior. Meu prejuízo, por exemplo, é superior a R$ 5 mil”, contou uma empresária.

O Diario tentou entrar em contato com Uirapuã Veloso, dono da empresa. O celular dele não foi atendido. O mesmo aconteceu com o suspeito. À imprensa paraibana, Uirapuã afirmou que os bilhetes foram emitidos por um de seus funcionários, sem o seu consentimento, a pedido do suspeito, que afirmou que pagaria os valores dois dias depois. “Ele forjou uma transferência eletrônica. Como o dinheiro não chegou, tive que arcar com o prejuízo de R$ 85 mil. Não comunicamos antes aos compradores porque não tínhamos os contatos deles”, afirmou.

Fonte:  diariodepernambuco

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