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O Evangelho da Acomodação

O Evangelho da Acomodação

Acomodar-se é adaptar-se, a fim de tornar algo ou alguém capaz de se encaixar em determinado sistema, espaço ou ambiente. O Evangelho da Acomodação está começando a predominar na maioria das igrejas cristãs, nas três Américas, desde os anos 1990. Trata-se de uma invenção cultural, que se encaixa no estilo de vida de luxo e prazer dos cristãos nominais. Ele tem influenciado ministérios e denominações, dando à luz as mega-igrejas, que se enchem de pessoas ávidas  de escutar uma pregação que não venha confrontar o seu egocentrismo.


O evangelho de Cristo sempre foi confrontador, sem resquício algum de mensagens amistosas, simplesmente apresentando a maravilhosa graça de Deus e a promessa de um futuro glorioso a quem, através da graça da fé em Cristo, reconhecendo-se como um  pecador, recebe o perdão dos pecados e fica em paz com Deus, tendo a vida por Ele restaurada.

O Evangelho da Acomodação está sendo pregado nos ministérios e igrejas pentecostais e carismáticas; também em algumas igrejas tradicionais, que se tornaram “avivadas”. A vantagem para os seus ministros é que ele aumenta tremendamente a arrecadação nos gazofilácios e ainda atrai fama para os seus pregadores.

Os que investem no Evangelho da Acomodação procuram visitar as casas dos moradores da cidade, tentando descobrir o gosto religioso dos mesmos, a fim de adaptar os cultos de suas igrejas às inclinações dos amistosos visitantes, que acabam se tornando membros dos cultos shows ali apresentados. O exemplo de líder deste evangelho é Rick Warren.

O Evangelho da Acomodação é o melhor e mais rápido meio de investimento para os religiosos que desejam levar vidas nababescas. Eles possuem mansões riquíssimas, carros importados, iates de luxo e aviões a jato, cruzando os céus brasileiros (e até estrangeiros) em busca de mais almas sedentas do evangelho de Cristo, o qual eles entregam deturpado, enchendo, cada vez mais, as suas contas bancárias. Comparado a esses homens, o papa Ratzinger é um inocente, falando a língua de Goethe e um Latim aprendido na Universidade de Tübingen, onde conseguiu trair o seu melhor amigo – o teólogo católico, Hans Kung.

Na 2 Coríntios 11:13-15, lemos: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras”.  Estas passagens se encaixam perfeitamente nos “pastores” que hoje enchem as igrejas “avivadas”. Se eles me ouvissem chamá-los de “pastores”, logo iriam me corrigir assim: “pastor, não. Bispo” … “Apóstolo”… ou sejam quais forem os títulos comprados com o dinheiro dos incautos.

Vimos acima o que Paulo diz na 2 Coríntios 11:13 sobre os homens deste tipo: “falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo”.

Eles se vangloriam de sua modernidade, visando influência, a fim de satisfazerem seus desejos carnais. Não aprenderam que a verdadeira prosperidade é aquela citada na 3 João 1:2-3: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade”.

Em Mateus 7:13-14, Jesus nos aconselha: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Nos versos  15-16, Ele nos admoesta contra os falsos profetas ou lobos vorazes, que se apresentariam vestidos de ovelhas: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis”. Estes versos condenam claramente a ambição dos mestres da Teologia da Prosperidade, os quais têm enganado as ovelhas.

Um pastor realmente bíblico dificilmente enriquece; mas, pregando o verdadeiro evangelho, ele conduz muitas almas ao Céu e ainda faz jus a um galardão celestial, com o qual nenhum iate ou avião de luxo poderia se comparar. Enquanto isso, os mercenários da prosperidade abrem uma igrejinha num beco sujo e, em pouco tempo, a igrejinha ficou tão inchada que ele pôde “comprar” um terreno enorme e construir um templo de luxo, a fim de acomodar os ouvintes do novo evangelho e muitos outros, no covil do engodo. Com muito entretenimento e pregação do Evangelho da Acomodação, qual é a igreja que não cresce? E com tantas repetições hinduístas, usando o Nome Santo de Jesus, quais as consciências que não ficam anestesiadas,  colaborando, voluntária e generosamente, com o máximo, para os seus gazofilácios?

Tudo irá bem, contanto que não sejam usadas palavras desagradáveis como pecado, arrependimento, condenação e outras igualmente “repulsivas” à mente carnal dos membros dessas igrejas.

Quem precisa se preocupar com o S.P.C., se Cristo veio ao mundo para nos dar vida (material) em abundância, conforme os pregadores fazem questão de explicar? Duvido que esses magnatas do engodo preguem Romanos 13:7-8! O Velho Testamento está cheio de promessas de prosperidade, embora, só que para Israel, não para a igreja! Mas, ninguém precisa saber coisa alguma sobre as maldições, a fim de não ficar “traumatizado”!

O Movimento do Crescimento da Igreja e todos os movimentos modernos são uma ferramenta de Satanás para encher o inferno de almas enganadas pelo Evangelho da Acomodação. Os pastores deste evangelho almejam se tornar herois na mente dos seus congregados. Ora, do que precisa alguém para se tornar um herói, conforme os padrões  modernos?

1. – De ser muito esperto.

2. – De ser um vilão religioso.

3. – De ter um time de aduladores na retaguarda.

4. – De ter como objetivo precípuo chegar ao topo da profissão.

6. – De jamais ler as Cartas de Paulo, um “tolo”, que nunca aprendeu a ganhar dinheiro!

7. – De jamais pregar sobre as Dez Pragas do Egito, temendo que  o feitiço vire contra o feiticeiro!

Os ministros do Evangelho da Acomodação são típicos destes “tempos trabalhosos”, sobre os quais Paulo nos adverte, na 2 Timóteo 3:1-5: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

Este Evangelho acomoda uma tremenda aversão à autonegação, conforme Jesus ensinou, em Mateus 16:24-25: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”.

O “escândalo da cruz” é simplesmente ofensivo a esses ministros da Acomodação. “Ora, direis, ouvir estrelas! Não é um absurdo conduzir ovelhas inocentes  até a cruz?  Nenhum deles seria sádico a este ponto, nem suas ovelhas têm vocação para o masoquismo!”

Mary Schultze 
Inspirado num sermão de David Wilkerson.

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