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Manifestantes são feridos em protesto no Recife

Protesto de estudantes contra aumento de passagem de ônibus no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1 PE)
Marcelo Diniz ficou ferido no protesto
(Foto: Katherine Coutinho / G1 PE)

Manifestantes ficaram feridos durante confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar no Centro do Recife nesta sexta-feira (12). O protesto era contra o aumento da passagem de ônibus na Região Metropolitana, votado e aprovado nesta sexta-feira na sede Grande Recife Consórcio e Transporte.

A confusão começou em frente ao Fórum Tomás de Aquino. Os agentes da PM lançaram bombas de gás para tentar conter os manifestantes que furavam o bloqueio. “Desde o começo a polícia quis comandar o percurso da gente. Chegou um ponto em que eles queriam que a gente fosse para um lado e nós queríamos para o outro. Quando conseguimos driblar, eles começaram a jogar bomba de gás. Atingiu idoso, criança, gente que não tinha nada a ver”, contou Roberto Leandro, coordenador do Diretório Acadêmico de direito da Universidade Católica de Pernambuco.

Ferido no primeiro choque com a polícia, o atendente Marcelo Diniz foi atingido, segundo ele, por estilhaços da bomba de gás de pimenta. “Nosso objetivo era ir até o Grande Recife e ouvir da boca deles a decisão do aumento, para então fazermos uma assembleia e decidir o que faríamos do movimento. Só que a polícia não deixou e começou a jogar bomba, tivemos que correr, é um absurdo”, reclamou Marcelo.

Muitos estudantes ficaram assustados e saíram correndo. Pessoas que passavam pelo local também não entendiam o que acontecia. “Eu vim aqui no Mercado de São José comprar algo para comer, quando vi tudo fechando, gente correndo. Só ouvi os tiros e as bombas”, contou o aposentado José Arimateia, que se escondeu para fugir da confusão.

Depois de dispersados, os estudantes se reuniram novamente na Faculdade de Direito, na Boa Vista. Após assembleia, resolveram sair em passeata. “Nosso intuito é que a população se agregue ao movimento, queremos fazer um ato pacífico”, disse Alesson Barbosa, presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, momentos antes de o grupo sair da faculdade e fechar a Rua Princesa Isabel.

Com o fechamento da via, policias do Batalhão de Choque se aproximaram mais uma vez. O clima era de tensão. Parte dos estudantes havia entrado em acordo com a polícia, para fazer uma caminhada até a sede da Ordem dos Advogados do Brasil. A rua foi liberada apenas por poucos minutos. A outra parte do grupo, que não queria ser escoltada mais uma vez pela polícia, voltou a fechá-la.

Protesto de estudantes contra aumento de passagem de ônibus no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1 PE)
Estudante afirma que estava ajudando a polícia.
(Foto: Katherine Coutinho / G1 PE)

O Batalhão de Choque dispersou novamente a multidão com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para poder liberar a rua. Muitos correram novamente para dentro da Faculdade de Direito. Pedra foram jogadas na direção dos policiais. “Eu estava querendo ajudar, estava de costas para o Choque quando fui atingido no braço. Estava do lado da polícia, pedindo para o povo não jogar pedras e fui atingido. Isso não é possível”, reclamou o estudante de história da Universidade Federal de Pernambuco, Vagner Pereira de Oliveira.

A Polícia Militar informou que só vai se pronunciar sobre os confrontos desta sexta-feira no final da tarde, se tudo estiver resolvido. A utilização de balas de borracha e bombas de efeito moral, ainda segundo a PM, vai de acordo com a necessidade da situação e a agressividade constada.

Fonte: G1

Via bomjardimnoticias.com

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1 Comentário

  1. JOÃO CARLOS SALVADOR
    24 de janeiro de 2012 às 14:43 Responder & darr;

    A sociedade nunca se juntará a um bando de vândalos e marginais emcapuzados que começaram a exculhambar os policiais e atirar pedras, fora que esses supostos estudantes ainda depredaram patrimônios públicos. Sem falar nos canalhas oportunistas dos partidos como PSOL, PCR, PSTU além de vários candidatos a vereador do Recife e o ex-candidato a governador pelo PSOL o Edilson Silva.

    A imprensa deveria deixar de ser canalha pois só mostram a reação do BPCHOQUE, mostrem as agressões desses marginais que se dizem estudantes.

  2. Marcelo Diniz
    25 de janeiro de 2012 às 17:15 Responder & darr;

    Pra começar, eu não sou marginal. Sou um trabalhador que dá o sangue pra receber menos de um salário mínimo e que atravessa metade de Recife à pé todos os dias. Continuando, sou estudante também, comecei e não pude terminar meu curso de Direito, porque? Adivinhe só: Porque a faculdade fica na cidade ao lado e eu não pude pagar pelas passagens.

    Você não estava lá então não pode simplesmente chegar aqui e dizer bobagens como se fossem verdades. Não há, mesmo hoje, após todos esses dias de protesto, sequer uma foto de ônibus quebrado, sabe por que? Por que nós não quebramos nenhum ônibus! Não há uma imagem de policial ferido, sabe por que? Porque nós não agredimos os policiais!

    Ou seja: Sua argumentação é mentirosa até o talo!

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