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Pesquisa mostra que 1 em cada 10 médicos já mentiu a um paciente

Pesquisa mostra que 1 em cada 10 médicos já mentiu a um paciente
Um novo estudo descobriu que 11% dos médicos já mentiram a um paciente no ano passado, e cerca de 20% dizem que não revelaram erros aos pacientes por medo de serem processados.

Os resultados também mostram que 34% dos médicos entrevistados não “concordam totalmente” que devem divulgar os erros médicos significativos aos pacientes afetados. “Nossas descobertas levantam preocupações de que alguns pacientes não recebem informações completas e precisas de seus médicos“, afirmam os pesquisadores da Harvard Medical School. Os resultados também questionam a filosofia da medicina que respeita as preferências, necessidades e valores dos pacientes.

Para serem justos, os pesquisadores reconheceram não saber as circunstâncias em que os médicos mentiram. Dizer a um paciente algo que acaba por ser errado não pode ser útil, disseram os pesquisadores. Mais pesquisas são necessárias para entender melhor quando e por que os médicos sentem-se justificados por mentirem.

Honestômetro

Os pesquisadores entrevistaram 1,9 mil médicos. Enquanto a maioria concordou que os médicos “nunca devem dizer a um paciente algo que não é verdade“, 17% não concordam completamente.

De fato, 55% disseram que descreveram o prognóstico de um paciente de uma forma mais positiva e 28% disseram ter revelado uma informação não autorizada de um paciente a uma pessoa.

Além disso, 35% dos médicos não concordam com a afirmação de que eles devem revelar relações financeiras com as empresas farmacêuticas.

As mulheres resultaram na minoria mais correta da pesquisa, isso pode ser porque, como grupos sub-representados na medicina, as mulheres e as minorias sentem-se mais compelidos a cumprir tais códigos profissionais, escreveram os pesquisadores.

Quando é permitido mentir?

Alguns médicos não podem dizer aos seus pacientes toda a verdade porque podem aborrecê-los, preocupá-los ou levá-los a perder a esperança, afirmam os pesquisadores. “Especialmente no contexto de risco de morte, os médicos podem não dizer aos pacientes toda a verdade por causa da falta de treinamento, limitações de tempo, a incerteza sobre a precisão do prognóstico, pedidos da família e sentimentos de inadequação sobre suas intervenções médicas“, afirmam.

Estudos mostram que informar aos pacientes totalmente sobre erros cometidos pode diminuir o interesse do paciente em processar seu médico“, disseram os pesquisadores.

Fonte: Jornal da Ciencia – via bomjardimnoticias.com

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