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A real origem de satanás

A real origem de satanás

A Bíblia não diz que satanás foi um anjo de luz e depois caiu
Existem no meio evangélico, ensinamentos que são transmitidos há muito, repetidos por gera­ções de mestres, recebidos por tradição, os quais jamais foram analisados com o cuidado necessário, à luz das Escrituras.

A tradição tem substituído o texto sagrado em muitas doutrinas. Os ensinadores, com medo de se expor, preferem repetir o que outros mais importantes falaram, dentro da esfera do “argumento de autoridade”.

E o que é argumento de autoridade? É o seguinte: se um homem é importante dentro da sua igreja ou se já fez alguns cursos de nível superi­or, tudo o que ele diz é considerado verdade por muitos, principalmente se tiver escrito um livro.
Costumo sempre fazer esta pergunta: “Você crê mais na Bíblia ou nos ensinamentos de sua denominação?”

Vamos analisar uma crença que veio do pa­ganismo, foi perpetuada na literatura e nas artes, porém não é ensinada pela Palavra de Deus. Refiro-me à …

Pretensa queda de Satanás.

O ensino tradicional é que Satanás era um anjo bom que vivia no céu, tinha a categoria de arcanjo, era regente do coral celestial, mas um dia, movido de inveja, cheio de cobiça, cheio de vaida­de, resolveu insurgir-se contra a autoridade divina, moveu uma rebelião contra Deus, seduziu um grande número de anjos e foi expulso do céu.

Nesta hora houve uma catástrofe tão gran­de que a terra que havia sido criada por Deus, de maneira tão bela, passou a ser “sem forma e vazia”.

Também ensinam que ele estava no Éden e era perfeito, até que nele se achou iniqüidade.
Ora, se sua queda só se deu no Éden, como é que ensinam que a grande catástrofe que destruiu a forma da terra se deu lá no princípio, quando ele caiu? E se ele caiu lá no princípio da criação, como é que no Éden ele ainda era perfeito?
Outra coisa: como Satanás pôde pecar sem ser tentado? Se alguém, por acaso, o tivesse tentado não teria sido Deus, porque Deus “não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tiago 1: 13).

E se alguém mais o tentou, teria que ser um tentador independente de Deus e se houvesse um tentador independente de Deus, então ele sena diabo primeiro, o primeiro Satanás.

Não é mais lógico, mais coerente, mais honesto, acreditar no que diz a Bíblia, aceitando a soberania de Deus e submetendo-se à Sua vontade? Você, leitor, está disposto a acreditar mais na Bí­blia, mesmo que o que ela disser, seja diferente do que ensinam as autoridades da sua Igreja?

Antes de continuar a ler, deixe-me logo explicar uma coisa muito importante: eu não sou mórmon (aliás, detesto os erros deles), nem sou testemunha de Jeová (também detesto os erros de­les), nem tenho compromisso doutrinário com qualquer denominação.

Sou apenas um crente em Jesus Cristo, es­tudioso das Escrituras, amigo dos pastores e prega­dores, mas considerado “herético” por muitos, por­que só acredito no que a Bíblia diz.

O próprio Senhor Jesus Cristo afirmou coisa muito diferente do que se ensina hoje sobre Sata­nás, quando afirmou: “Vós tendes por pai ao dia­bo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai: ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele … (João 8:44).

Jesus colocou este Arkê=Princípio, como o limite. Satanás jamais se firmou na verdade. Nem uma hora, nem um minuto, ou um segundo, Sata­nás firmou-se na verdade.

Então ele é o diabo desde o princípio. Deus o fez com esta finalidade, para, opondo-se ao seu plano cósmico, eterno, dar opções para os seres cri­ados fazerem uma escolha entre o bem e o mal.

O bem e o mal são criações de Deus no plano metafísico. Se, no plano epistemológico, pragmático, ou, simplificando, na realidade terrena, vemos a tremenda oposição entre o bem e o mal, no plano metafísico ambos convergem para o cum­primento do plano eterno de Deus.

Deus transcende o bem e o mal. Ele é supremo, superior a tal esfera. Não depende das nos­sas medidas ou julgamentos. Isaías afirma que Deus é o próprio criador do mal. Se ele não fosse o cria­dor do mal, teria que haver um outro Deus que o fizesse, ou então Deus teria que ser aquela entidade dualística ensinada pelo Taoísmo, Hinduísmo e outras crenças: Deus = Bem/Mal.

Veja o que diz Isaías: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, faço todas estas cousas”. (Isaías 45:7).

Alguns teólogos, com medo de admitirem algo tão grande e tremendo, dizem que este texto não se refere ao mal ontológico, mas ao mal pragmático, aos males que assolam a terra. Se assim fosse Deus teria dito o seguinte: “Crio os males”.

A primeira epístola de João corrobora e es­clarece ainda mais o que Jesus afirmou. Leiamos:

“Quem comete o pecado é do diabo; por­ que o diabo peca desde o princípio” (I João 3:8)

Agora, chegou a hora de perguntarmos pela primeira vez: você crê mais na BÍBLIA ou nos ensinamentos da tradição? Para não perder sua po­sição privilegiada na igreja, você prefere ensinar a mentira ou, simplesmente, esconder a verdade? Prefere ficar calado e ser uma “Maria vai com as outras”, concordando com erro, porque isto não vai lhe “queimar”?

Existe algum exegeta mágico que seja capaz de distorcer estes dois textos, procurando alguma outra explicação para o princípio?

Se foi no início da criação, ou no início da vida dele, ou no início da vida do homem, ou seja lá qual tenha sido, o fato insofismável é que quan­do Satanás começou a existir, já começou a pecar, porque ele já foi feito com a natureza pecaminosa, para cumprir um propósito.

Tal propósito está inserido, embutido e oculto na economia divina. Não temos qualquer senha de acesso para tal propósito.

Você questionará o Criador por causa dis­to? Não é melhor aceitar o fato que Deus fez o diabo com a missão específica de assolar a terra, de tentar o homem, de acusá-lo, de cumprir a ira divi­na sobre as pessoas, famílias e nações?

Veja o que diz um texto proferido pelo pro­feta Isaías: “Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo, que produz a ferramenta para a sua obra; também criei O ASSOLADOR, PARA DESTRUIR”. (Isaías 54:16)

Os únicos textos usados pelos que advo­gam que Satanás era bonzinho, são Ezequiel 28 e Isaías 14. Também se referem à citação que Jesus faz em relação a Satanás ter caído do Céu. Vamos analisar cada um deles.

Quando Jesus enviou os setenta para reali­zarem a obra inicial da evangelização, eles saíram entusiasmados e voltaram mais entusiasmados ain­da quando viram o resultado do trabalho realizado.

Eis o que diz Lucas: “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lucas 10: 17).

Até aquele tempo jamais um demônio ha­via sido expulso. Era o início de algo completamente novo. Vemos, por exemplo, casos como o de Saul, em que um espírito mau da parte do Senhor vinha atormentá-lo e Davi, tocando a harpa o aliviava, mas não se fala ali de expulsão de demônios.

Ao ser iniciada a batalha espiritual na terra para destruir as obras do diabo, Satanás, o príncipe das potestades do ar, vendo que seu império estava se desmoronando, resolveu descer até ao nível da terra.

Jesus vendo o que acontecera, usou o pre­térito imperfeito do verbo e afirmou: “Eu VIA Satanás, como raio, cair do céu” (Lucas 10:18). Não existe, nesta frase de Jesus, qualquer idéia que Satanás era bom e depois tornou-se mau.

Vamos analisar, agora, alguns detalhes im­portantes de Ezequiel 28, o texto é mais utilizado por exegetas impacientes para tentarem provar que Satanás um dia foi bom e depois tornou-se mau.

Abra sua BÍBLIA, leia com atenção umas duas vezes, no mínimo este texto, até o versículo 19 e depois acompanhe nossa análise honesta e espi­ritual do texto.

A profecia de Ezequiel é eclética, mística e hermética. A profecia é contra o rei de Tiro, mas, ao mesmo tempo, há expressões que claramente se referem a outro personagem. Quem seria este ou­tro personagem? Você aprendeu que era Satanás. mas, será que era mesmo?

No início tal personagem é apresentado cheio de vaidade e orgulho espiritual, ao ponto de querer ser igual a Deus. No versículo 9 descobrimos que, no momento que ele se apresenta como um Deus, a Palavra diz que ele é homem, e não Deus.

Ora, se ele é homem, não pode ser Satanás porque Satanás é espírito. Se não é Satanás, nem é o rei de Tiro, é alguém muito importante no plano de Deus. Quem?

Na segunda parte do texto, que vai do versículo 11 ao 19, parece que tudo muda por com­pleto. Não podemos mais pensar neste personagem em termos do rei de Tiro. É alguém tão especial que vamos citar todo o texto:

“Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedo­ria e perfeito em formosura.”

“Estavas no Éden, jardim de Deus: toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados.

“Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci: no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti”.

Muitas mentes criativas, férteis, consegui­ram interpretar este texto como referente a Satanás.

Se o texto fala de Satanás, perguntamos: o que estava ele fazendo no Éden, junto com Adão? Se ele já era mau e estava ali para fazer o homem pecar, como passou um período sendo bom, no mesmo Éden?

Se ele era querubim protetor, ou cobridor, ou guarda, como significa sua função, ou melhor a de um querubim, pois querubim é um guarda, um guardião, ele estava ali guardando o Éden contra o que, ou contra quem?

Contra outro Satanás? Aquele que o fez pecar, aquele que o tentou?

Estava guardando o Éden contra si mesmo? Se não era Satanás o querubim/guarda, quem era o guarda do Éden? A BÍBLIA sempre res­ponde a BÍBLIA, sempre. Leiamos Gênesis 2: 15:

“E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar E O GUARDAR”.

Quem era, pois, o guarda/querubim do Éden? Adão, é claro!
Contra que ou contra quem Adão foi colo­cado para guardar o Éden? Contra Satanás!
Isto não aconteceu a contento, disto nós sabemos, o que acarretou toda a gama de proble­mas que vieram pela falta de cuidado de Adão. E quem era o aferidor da medida? Adão, é claro. Por quê?

O que significa aferidor? “Instrumento de medição; conferido e harmonizado com o padrão; modelo; gabarito; régua; protótipo”, etc. Adão, como o primeiro homem, era o modelo para todos os demais. Como houve falha, Deus enviou outro aferidor, Jesus Cristo. Jamais Satanás poderia ser aferidor de qual­quer coisa boa dentro do plano da criação de Deus. Nossos primeiros pais viviam nus e não sa­biam, ou não viam isto, porque estavam vestidos de luz, vestidos do brilho das pedras afogueadas.

Em linguagem simbólica, não significa que estavam carregados de pedras, mas era uma luz tão bela que dificilmente poderia ser descrita por lin­guagem humana, o que fez o profeta descrever da maneira mais bela que ele podia. Adão era perfeito, até que nele se achou iniqüidade. Satanás nunca foi perfeito, porque Deus já O criou para assolar, para destruir, como instrumen­to de sua ira, conforme podemos constatar em dois textos paralelos do Velho Testamento.

Leiamos, em primeiro lugar, I Crônicas 21: 1: “Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel”. Vemos, neste tex­to, que foi Satanás que incitou Davi.

Leiamos, agora, II Samuel 24: 1 :”E a ira do Senhor se tornou a acender contra Israel: e incitou Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel de Judá”.

Afinal, quem incitou a Davi? Deus ou o diabo? Digamos que foi Deus, usando seu servo negativo, Satanás. Ele é o instrumento da ira de Deus, já que Deus é amor e é imutável. Ele criou O assolador para destruir, no momento em que ele precisa usar alguém assim.

No livro de Jó, quando os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, a Bíblia diz que “veio também Satanás entre eles” (Jó 1:6).

Deus dialogou com ele. Perguntou de onde ele vinha e falou sobre Jó. Deus queria provar a Jó e, como Deus não faz nada negativo, usou seu ins­trumento negativo e deu ordens para ele tocar nos bens e na família de Jó e, mais tarde, em seu pró­prio corpo.

Por que Satanás não fez isto antes, por quê?

Porque ele só faz qualquer coisa quando Deus o usa para fazê-lo. Ele não é tão autônomo, tão independente como muitos pensam e ensinam. Ele é um servo!

Veja o caso de Pedro, por exemplo. Em Lucas 22:31,32, nós lemos:

“Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.”

Veja como Satanás teve que pedir! Se ele fosse livre para tentar qualquer um, ele simplesmen­te tentaria sem pedir qualquer permissão.

Veja que Jesus não está falando somente sobre Pedro. Ele está falando sobre todos os após­tolos, pois diz: ” vos pediu.” Está no plural. Sata­nás pediu todos os apóstolos. Jesus disse que iria rogar, particularmente por Pedro, porque ele ainda não era convertido em plenitude.

Jesus disse que a fé dele poderia desfalecer, já que era um homem de pequena fé (Mateus 14:31).

E não somente isto. Apesar de sua função negativa, ele é um príncipe. Não sou eu que estou dizendo, foi Jesus quem afirmou isto. Ele disse

“Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo” (João 12:31). Já não falarei muito convosco; porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim (João 14:30). E do juízo, porque o príncipe deste mun­do está julgado” (João 16:11).

O apóstolo Paulo corrobora tais afirmações do Mestre em Efésios 2:2, quando o chama de “o príncipe das potestades do ar”.

É algo absurdo e infantil alguém falar de Satanás usando expressões como estas: “aquele ca­chorro, aquele porco, aquele imbecil, aquele no­jento”, etc.

Por quê?

Porque ele é um anjo de Deus, criado para fazer esta obra negativa a que Deus o designou. Isto é difícil de aceitar, por muitos, mas é a pura verdade.

Com isto ele não deixa de ser nosso inimi­go, mas enquadrado dentro do plano magistral, eter­no e infinito de Deus.

Foi por causa disto que o próprio arcanjo Miguel, comandante dos anjos guerreiros do Se­nhor, demonstrou respeito pela posição do outro, de Satanás, porque entendia sua função e missão.
O apóstolo Judas estava criticando pessoas que “vituperam autoridades” e, logo em seguida, afirma:

“E, contudo, também estes, semelhante­mente adormecidos, contaminam a sua carne, e re­jeitam a dominação, e vituperam as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repre­enda” (Judas 8,9).

Vamos analisar, agora, outro texto que é usado pelos exegetas impacientes: Isaías 14, especi­ficamente os versículos 4 a 19.

Trata-se, também, de um texto rebuscado, pesado, cheio de símbolos. É necessário lê-lo com muita atenção, dando ênfase especial a todos os contextos.

O argumento principal é retirado dos versículos 12 a 14:

“Como caíste do Céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me as­sentarei, da banda dos lados do norte.

“Subirei acima das altas nuvens, e serei se­melhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra, e que fazia tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cati­vos não deixava ir soltos para suas casas?

“Mas tu és lançado de tua sepultura, como um renovo abominável, como um vestido de mor­tos atravessados à espada, como os que descem ao covil de pedras, como corpo morto e pisado.”

Para começar, em todo o texto há referên­cias a morte, sepultura, homem, etc, termos que não se aplicam jamais a Satanás. Vamos observar um importante contexto que sempre passa despercebido por muitos analis­tas bíblicos. Quem está falando todas estas palavras que acabamos de citar? Deus? O profeta Isaías? Outro personagem? Quem?

Observando o contexto, ele mostra que quem está falando estas palavras são ESTES TO­DOS (v.10)

Agora, perguntamos, estes todos quem? O personagem a quem o texto se refere, possui certas características que enumeraremos a seguir:

  • Um grande poder;
  • Ele caiu de certo nível;
  • Ele é acusado de ferir os povos com furor;
  • Com a queda dele disseram que a terra descansou; (se fosse a queda de Satanás, seria o con­trário, pois com ela a terra ficou em polvorosa);
  • O Sheol, sepultura, ou inferno, con­forme é chamado o reino dos mortos no Velho Testamento foi dito que se turbou por ele, para sair ao encontro dele em sua vinda;
  • Os mortos despertaram por causa dele em sua vinda;
  • Despertou os príncipes ou principados; Fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações;
  • Ele foi acusado de ter caído do céu;
  • Ele foi chamado de “estrela da manhã”; Ele foi acusado de dizer que subiria ao céu, sendo semelhante ao Altíssimo;
  • Ele morreu;
  • Ele foi sepultado;
  • Embora sepultado, saiu de sua sepul­tura, de maneira sobrenatural

Perguntamos novamente: a quem se refe­rem estes textos? A Satanás? Simplesmente ao rei de Babilônia? Por que os reis das nações o acusaram de tanta coisa e disseram que ele também estava enfer­mo, semelhante a eles? E por que esses reis das na­ções estariam enfermos?

Não se trata de uma referência aos dominadores espirituais das nações, os principados e potestades que dominam sobre países, como en­contramos em Daniel e outras referências?

Este personagem chamado de “estrela da manhã” e “filho da alva’ é alguém tão horrível e asqueroso como Satanás? E como ele continuaria a ser chamado assim, se tivesse passado pela meta­morfose de anjo de luz para anjo do mal?

Por que não entendermos que esses reis das nações estavam zangados contra alguém muito di­ferente de Satanás? Sim, por que não entendermos que este texto refere-se exatamente ao oposto dele: ­o Senhor Jesus Cristo! Estas palavras torcidas e de blasfêmia não partiram da boca de Deus, nem da boca do profeta, mas partiram DOS REIS DAS NAÇÕES!

Foram eles que chegaram a dizer sobre o corpo de Jesus na sepultura palavras exatas como estas: “os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão”.

É claro! Na sepultura esses vermes não pu­deram fazer outra coisa senão ficar acima e debaixo do corpo sacrossanto de Jesus, mas não puderam tocar nele, porque está escrito:

“Pois não deixarás a minha alma no infer­no, nem permitirás que o Teu Santo veja corrupção”(Salmos 16:10). “Nessa previsão, disse da ressurreição de Cristo: que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu corrupção”(Atos 2:31)

Jesus morreu como qualquer homem, mas seu corpo não passou pela putrefação.
Vamos ver outro detalhe importante: a quem a Bíblia chama, realmente, de “Estrela da Manhã”? Conforme o relato do apóstolo Pedro, refe­re-se ao próprio Senhor Jesus. Leiamos II Pedro 1: 19:

“E temos, mui firme, a palavra dos profe­tas, à qual bem fazeis, em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclare­ça e a estrela da alva apareça em vossos corações”.

Outra invenção é chamar Satanás de “Lúcifer” ou “Lusbel”. Lúcifer significa “portador da luz” e Lusbel significa “senhor da luz”. Desde quando Satanás é portador da luz ou senhor da luz? Isto é ou não é uma fantasia da cabeça de alguns?

Durante anos Satanás tem recebido da boca dos próprios cristãos uma glória que ele não possui – a de ter sido, um dia, um anjo bom. É claro que, ele fez algo no céu, uma rebe­lião. Ele seduziu a terça parte dos anjos celestes, trans­formando-os em seus seguidores, em demônios.

Ousamos, contudo, dizer que tudo isto es­tava nos planos de Deus. Deus permitiu que tudo isto acontecesse para que de maneira mais comple­ta fosse manifestada a Sua glória.

Amado irmão ou irmã, aprenda a ler a Bí­blia com mais atenção e, o que é melhor, com mais reverência. Jogue para o alto tradições humanas e a submissão a autoridades humanas e atinja uma nova visão e dimensão do conhecimento bíblico. Escre­va para mim. Terei prazer em ajudá-lo a compreen­der melhor o texto sagrado.

Do livro: “O que a Bíblia NÃO DIZ …mas muitos pregadores e mestres dizem!”
Paulo de Aragão Lins

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