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Mau hálito pode ser ótimo incubador de células-tronco da polpa dentária

Mau hálito pode ser ótimo incubador de células-tronco da polpa dentária

Existem cientistas que dizem que tudo no mundo existe por algum motivo e serve para algum determinado fim. Será mesmo a afirmação uma verdade?

Um dentista e empresário parece estar provando que isso é uma afirmação correta. Ele e outros pesquisadores dentários descobriram que o mau hálito – também chamado de halitose – pode ser um ótimo meio de cultivar células do fígado (hepáticas).

Em uma descoberta que pode ser uma grande esperança para doenças como Parkinson e Alzheimer, as células-tronco da polpa dentária humana tornaram-se células do fígado em um ritmo muito rápido quando foram incubadas com sulfeto de hidrogênio, o composto químico responsável pelo principal odor característico do mau hálito. Tal composto também é encontrado em ovos podres.

O estudo foi publicado na IOP Publishing do Journal of Breath Research. O autor do estudo Dr. Ken Yagaeki e sua equipe da Nippon Dental University acreditam que o uso de células-tronco da polpa dentária pode eventualmente substituir os métodos existentes de produção de células-tronco, podendo produzir células da medula óssea.

Para Yagaeki, observar a capacidade de resistência dos dentes atormentados por uma boca com mau hálito o fez pensar se não havia mais células-tronco na polpa do que pensava. Apesar de algum ceticismo por parte dos colegas, ele relatou que de 60 a 80% das células pulpares são células-tronco. Estimava-se anteriormente que esse valor não ultrapasse 1%.

Embora ninguém tenha relatado a regeneração dos tecidos da polpa dentária, eu tive uma hipótese que a polpa dental seria uma boa fonte de células-tronco somáticas”, declarou Dr. Yagaeki em um comunicado por e-mail. “Claro que todas as pessoas não se encaixam na minha hipótese. Em uma reunião na International Association for Dental Research, eu fui chamado de estúpido por um membro”, comentou o pesquisador.

Após a descoberta, o Dr. Yagaeki testou o impacto da halitose sobre o desenvolvimento das células estaminais em células hepáticas. As amostras foram divididas em grupos. Usando uma bateria de testes, os investigadores foram capazes de mostrar que uma quantidade muito elevada de células estaminais incubadas em um ambiente com sulfeto de hidrogênio tornaram-se hepáticas (células do fígado) com sucesso.

Foi uma descoberta de sorte. Inicialmente o pesquisador queria aprender sobre os efeitos negativos da halitose sobre as amostras e o efeito foi completamente o oposto. Parece que existe um motivo para o mau hálito existir, ao menos neste caso.

Fonte: http://www.jornalciencia.com – via bomjardimnoticias.com

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