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Vigilantes ameaçam greve em Pernambuco e podem deixar de abastecer os caixas eletrônicos

Vigilantes ameaçam greve em Pernambuco e podem deixar de abastecer os caixas eletrônicos

Vigilantes se reuniram em frente à empresa Preserve para chamar atenção dos patrões
Correntistas bancários que utilizam caixas eletrônicos para vários serviços devem ficar atentos. Depois dos bancos e correios, agora é a vez dos trabalhadores de empresas de segurança, que realizam o transporte do dinheiro entre os bancos, ameaçarem deflagrar uma greve. Na manhã desta quarta-feira (19), reunidos em assembleia, a categoria decidiu acompanhar o movimento dos bancários e promete paralisar as atividades na próxima sexta-feira (21). A ideia é que, caso o sindicato patronal não abra negociação, os vigilantes deixem de abastacer os caixas eletrônicos já na noite de amanhã (20).
De acordo com Cassiano Souza, presidente do Sindicato dos Vigilantes do Estado de Pernambuco (Sindesv-PE), a clase reinvindica, entre melhorias nas condições de trabalho, um reajuste salarial em torno de 20%, além da manutenção de conquistas anteriores do sindicato, como o pagamento de adicional por risco de vida em 30%. “Até o momento, o que foi proposto pelos patrões foi um aumento de 4,6%, baseado no INPC. A superintendência do trabalho, no entanto, já autorizou um reajuste de 7%, mas os patrões ainda não concordaram. Caso nao haja um posicionamento dos empregadores, a classe vai cruzar os braços”, explicou.

Souza informou que a movimentação que está ocorrendo neste momento, em frente à sede da empresa Preserve Liserve, na Boa Vista, é apenas uma manifestação para chamar atenção da categoria e dos patrões. No local, há cerca de 320 vigilantes de um total de aproximadamente 700 das empresas Preserve, Nordeste Segurança, Blinks e Corpvs, todas autotizadas pela Polícia Federal para funcionar e reconhecidas pelo Sindesv-PE. A reportagem do Diario constatou, inclusive, que alguns veículos dessas empresas tiveram os pneus furados para que não pudessem sair do local da manifestação.

Cassiano Souza tambem explicou que a categoria busca melhorias nas condições de trabalho e revisão na jornada, bem como os reajustes salariais. Atualmente, segundo ele, os vigilantes têm três tipos de pisos: R$ 900 (escoteiro), R$ 1,2 mil (fiel) e R$ 1,4 mil (condutor). “É necessário melhorar as condições dos veículos, como por exemplo o funcionamento do ar-condicionado, e a jornada de trabalho. Tem vigilante que chega a trabalhar até 13h por dia. Estamos aguardando o prazo legal de 72h para algum posicionamento. Caso contrário, vamos parar”, afirmou. Souza informou, ainda, que os trabalhadores presentes na manifestação decidiram, através de voto, permanecer no local durante a tarde de hoje.

Augusto Freitas-Diariodepernambuco

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