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Cuidado dobrado ao adquirir ofertas de viagem em sites de compra coletiva

Cuidado dobrado ao adquirir ofertas de viagem em sites de compra coletiva

Antes de liberar o cartão de crédito e fazer as malas, é preciso tomar algumas precauções, como checar a veracidade do que está sendo oferecido na rede com os hotéis e pousadas. Ranking virtual também mensura qualidade dos serviços.

A ascensão dos sites de compra coletiva deu aos consumidores a oportunidade de viajar por um preço bem abaixo do usual. Até mesmo os destinos internacionais, que têm ficado em segundo plano com a valorização do dólar frente ao real, tornaram-se mais populares em razão das ofertas atrativas. Mas o que muitos consumidores não percebem é que o “mais barato” também é capaz de causar dores de cabeça. Para não ter prejuízo, é preciso ficar atento a algumas recomendações dos órgãos de defesa do consumidor. E se você caiu em uma roubada, saiba que medidas deve adotar.
O estudante de direito Fernando Torres, 21, planejava viajar em um grupo de cinco pessoas para Miami, nos Estados Unidos. Em julho do ano passado, encontrou em um site de compras coletivas a oferta ideal, que prometia hospedagem por quatro dias, café da manhã, transfer e três passeios por R$ 598. Comprou dois cupons logo quando viu a promoção e, no dia seguinte, adquiriu um terceiro em outro site. “A oferta do primeiro site foi divulgada em um domingo. Então compramos e só depois pudemos buscar uma resposta da agência de turismo, que confirmou que tudo estaria certo para a viagem”, recorda.

Mas apenas três meses depois a agência solicitou por e-mail o cupom da compra para confirmar a reserva. Já em novembro e sem notícias, o estudante tentou entrar em contato com os responsáveis pelos dois sites que anunciaram a oferta, quando veio a surpresa: o telefone de um deles estava fora do ar. “A partir de então, vimos na internet que vários outros consumidores alegavam ser vítimas de fraude. Ao tentarmos entrar em contato com o hotel, recebemos a informação de que nossa reserva não havia sido registrada. Com o transtorno, solicitamos insistentemente o cancelamento e a devolução do total de R$ 1.797, que, até hoje, não foi estornado”, lamenta o estudante, que viu a economia se transformar em prejuízo. “A passagem havia sido comprada fora do pacote, então decidimos fazer a viagem do zero: em cima da hora, tivemos que pagar novamente pela estadia e pelos passeios.”

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, explica que as pessoas que passarem pela situação de Fernando devem, como em qualquer outro inconveniente, denunciar a empresa prestadora de serviço aos órgãos de defesa do consumidor. Ela destaca que também se faz essencial mover uma ação judicial. “Ao perceber que não há solução diante da proximidade da viagem, o consumidor que tiver sido prejudicado em um valor entre zero e 20 salários mínimos pode entrar no Juizado Especial Cível sem um advogado. Já os que foram prejudicados por uma quantia entre 20 e 40 salários mínimos vão precisar de um profissional para a defesa”, instrui Maria Inês.

Ela informa, ainda, que nos casos em que o prejuízo for maior do que 40 salários mínimos o consumidor deve abrir uma ação no juizado comum. A penalidade aplicada ao site que anunciou a oferta é arbitrada pelo juiz, que vai levar em conta fatores como a extensão do dano ocorrido, a quantia prejudicada e o número de reclamações que o site recebeu.

Para evitar esse tipo de problema, o economista Alexandre Jatobá sugere alguns cuidados. Para ele, a primeira medida que o consumidor deve adotar é procurar saber através de outras pessoas como funciona a empresa que vai prestar o serviço. “Uma boa ferramenta que o consumidor pode usar para apurar o site de compras coletivas é o ranking avaliativo. Por meio desse recurso, os clientes que já utilizaram o serviço do site registram entre uma e cinco estrelas a satisfação que tiveram com a oferta”, sugere o economista. Outra precaução importante é entrar contato com o hotel que está no pacote, a fim de verificar se ele corresponde realmente ao que foi anunciado.

Assim fez a estudante de direito Camila Vila Nova, de 21 anos: ela viajou com o namorado, o estudante de engenharia Bruno Almeida, para o litoral sul em abril deste ano. “Vimos a oferta em setembro do ano passado, mas, antes de  comprarmos, procuramos saber com amigos e pessoas próximas se o serviço ofertado pelo site era seguro. Quando fomos garantidos de que as experiências tinham sido positivas, compramos o pacote. Mas, ainda assim, mantivemos contato com a pousada para conferir o andamento da reserva”, relata a estudante, que garantiu que as precauções tomadas pelo casal surtiram efeito.

Fonte – DP

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