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Atirador de São Paulo

Atirador de São Paulo

O delegado da Polícia Civil de São Paulo José Gonzaga Marques, que investiga o caso do atirador com transtornos mentais que baleou três pessoas nesta quinta-feira (18) no centro de São Paulo, disse que quem reagiu primeiro à presença da equipe que iria internar o homem foi a namorada dele, uma psicóloga de 45 anos, umas das vítimas. De acordo com Marques, a psicóloga não queria que ele fosse internado, então uma confusão aconteceu e Fernando Gouveia, 32, atirou. No entanto, em um depoimento desconexo dado à imprensa na noite desta quinta-feira (18), Gouveia disse que só reagiu porque o oficial de Justiça, os três enfermeiros e o advogado da família Gouveia, que foram até a casa onde ele se encontrava para cumprir uma ordem de internação, não se identificaram em um primeiro momento. “Agi em legítima defesa. Eles só se identificaram quando já estavam dentro da casa. Pensei que fossem pedreiros”, afirmou, confuso. No depoimento à polícia, Fernando disse ainda que não é esquizofrênico. Também nesta quinta-feira, a polícia colheu os depoimentos do pai, da mãe e de uma irmã de Gouveia. A família sustenta que ele sofre de esquizofrenia. Segundo o advogado do atirador, Ricardo Martins de São José Júnior, Gouveia realmente “achou que era um assalto e agiu em legítima defesa”. Após prestar depoimento, o atirador foi levado para o IML (Instituto Médico Legal), onde será submetido a exames de corpo de delito. De acordo com o delegado, nesta sexta-feira (19), a Justiça deve decidir se ele vai aguardar o julgamento em algum Departamento Policial ou se será enviado a um manicômio judiciário. “É inconveniente mantê-lo na cadeia comum. É arriscado pra eles e pros outros presos” afirmou. Segundo o delegado, ele foi encaminhado para o 31º Departamento Policial por ter diploma superior como administrador de empresas. “Lá não é tão violento e lotado como outras prisões”. Marques afirmou ainda que Fernando tem um registro de ocorrência de violência doméstica em seu nome, mas que ele diz não reconhecer.

Na casa de Gouveia foram encontradas algumas armas –com registro–, facões e espadas. O delegado afirmou que também vai investigar se os registros das armas foram conseguidos de maneira lícita, mas, segundo ele, Fernando teria comprado as armas antes das últimas alterações legais mais rigorosas. Segundo vizinhos da casa onde ocorreu o incidente, Gouveia e a psicóloga estão juntos há cerca de três anos, e moram juntos na casa da rua Castro Alves há cerca de dois meses.
Fonte – http://noticias.bol.uol.com.br

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