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Pesquisa revela que o povo pernambucano é o mais carinhoso e o mais carente do país

Pesquisa revela que o povo pernambucano é o mais carinhoso e o mais carente do país

Estudo do Ibope revela o que o brasileiro pensa ser carinho, como ele é manifestado e as formas de pensar o assunto nas diferentes regiões do Brasil

Para 43% dos brasileiros, carinho é o mesmo que amor. E é essa palavra que move o relacionamento do casal Záira e Hugo

Uma pesquisa inédita do Ibope, encomendada pela Johnson & Johnson, revela o que os pernambucanos, no íntimo, já tinham a impressão: somos o povo mais carinhoso e mais carente de todo o Brasil. Megalomanias à parte, o assunto é sério e científico. Papo de mulherzinha? Então você pode se surpreender: os “machos” são os que mais sentem falta de carinho em suas vidas – 30% deles, contra 26% delas. No Nordeste, a falta de carinho na vida atinge a população de forma generalizada.

Em academias do Recife, encontramos personagens como o personal trainer Antônio Gayoso, 35. Por mais incomum que possa parecer, são 1,80m e 87kg que cobrem de beijos e abraços alunos de todas as idades, sem distinção de sexo. “Acho que faz parte do trabalho fazer com que as pessoas se sintam bem. Um abraço, uma demonstração de carinho e atenção podem influenciar positivamente o dia daquela pessoa. Algo tão simples, que pode mudar uma vida”, conta. E ele tem razão. O estudo mostra que, em Pernambuco, 55% das pessoas acreditam que o carinho impacta positivamente o dia. Sete entre cada dez pernambucanos dizem que ele é apontado como uma das coisas mais importantes em suas vidas, proporção muito superior a realidades como a do Paraná, onde apenas 41% das pessoas pensam de forma semelhante.

Segundo o coordenador da pesquisa, o psicólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Roberto Leite, a mudança dos números tem a ver com o clima. “É cientificamente comprovado que a luz e o calor do sol influenciam diretamente o humor dos seres humanos. Assim, as pessoas tendem a ter relacionamentos mais marcados pela preocupação com seu bem estar e o do próximo”, explica.

De acordo com o antropólogo Parry Scott, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é preciso ter cuidado ao tentar mensurar um sentimento, uma vez que o que pode ser encarado como frieza de um povo, pode ser traduzido em respeito mútuo. “Cada cultura expressa o carinho de forma diferente. Um japonês, por exemplo, vai ser a pessoa mais atenciosa com você sem nem apertar sua mão. É a forma dele de demonstrar carinho”, opina o pesquisador norte-americano, que mora no Recife desde 1976.

Justamente por isso, não cabe identificar em populações de outros estados, pelos números, características de pessoas menos afetuosas, ainda que seja possível comprovar em número que o pernambucano tenha tanto carinho para distribuir.

Alguns números da pesquisa

Pernambucano – O bom samaritano

50% da população se diz disposta a ajudar um desconhecido

29% é a média do país no mesmo quesito

51% dos pernambucanos dizem que ajudariam alguém, caso recebessem apoio para resolver um problema

40% foi o índice brasileiro na mesma questão

Pernambucano – O carinhoso carente
31% dos pernambucanos dizem sentir falta de aconchego em suas vidas
37% da população também diz ter recebido muito carinho ao longo da vida
49% das pessoas afirmam ter dado muito carinho por vários anos

Pernambucano – O entusiasta
66% dos pernambucanos acreditam que há mais carinho no Brasil hoje que antigamente
37% dos entrevistados dizem que esse carinho também é maior no ambiente familiar, comparando-se às famílias de outrora.

Fonte – DP

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