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Os cuidados com a visão e o rendimento dos estudos

Os cuidados com a visão e o rendimento dos estudos

Segundo especialista, dores ao redor dos olhos e de cabeça são sintomas da fadiga ocular. Foto: Nathália Bormann

Por Danúbia Julião
Do Portal FolhaPE

A preparação para as provas de concursos públicos também passa pelos cuidados com os olhos. É nesse período em que a visão é mais forçada. A rotina intensa de estudos, além da leitura antes de dormir, deve ser permeada por disciplina também para não cansar os olhos. A saúde da visão vai proporcionar ao concurseiro um melhor desempenho no aprendizado.

Entre os sintomas que indicam a fadiga ocular estão a vermelhidão nos olhos, coceira, dores ao redor dos olhos, dor de cabeça, pescoço e ombros. O que podem ser sinais ainda de que, caso você não use óculos, esteja precisando ir a um oftalmologista. E, se já usa, que seus óculos precisem ser atualizados. De maneira geral, é importante parar a leitura a cada uma hora e meia, duas horas.

“Durante as atividades que nos exigem concentração, passamos a piscar menos e o concurseiro está mais exposto a isso. Nesse caso, é importante parar para que os olhos voltem a ser lubrificados normalmente. Passe cinco minutos olhando para outro lugar, fazendo outra coisa. E, então, volte aos estudos”, frisou a oftalmologista da Fundação Altino Ventura, Bruna Ventura. Se houver secura nos olhos, é recomendado o uso de colírio lubrificante sem conservante para aliviar o sintoma.

Antes de estudar é importante preparar todo o ambiente para essa situação. Tanto no que se refere à luz quando a posição da leitura. “A iluminação tem que estar adequada, cada um vai sentir o que lhe é mais agradável. E, ao ler, sentar corretamente, apoiar as costas na cadeira e deixar os pés no chão. Nada de sentar encima das pernas e nem de cruzá-las”, indicou a oftalmologista.

A distância do livro em relação aos olhos também tem que ser respeitada. Segundo a especialista, estudos mostram que os que leem textos de forma mais inclinada, têm um melhor rendimento. “A distância também é aquela que mais traga conforto. O que não pode é ficar por cima do texto. Hoje em dia há leitores que deixam o texto mais inclinado. Se você não tiver um, pode improvisar colocando livros por baixo”, explicou.

Para os que gostam de ler deitados na cama, por exemplo, um pequeno alerta: “não há problemas específicos, apenas aos que tenham astigmatismo muito alto, porque não vai estar sendo corrigido corretamente devido a posição correta da cabeça, dos olhos. Então, é bom evitar”, salientou a oftalmologista. Essas regras de posição para a leitura e luminosidade, também devem ser adotadas para os estudos no computador.

Alertas e revelação de mitos

Em relação aos mitos que rondam a prática da leitura, o mais popular é o risco de descolamento da retina durante leitura em movimento, como, por exemplo, no carro ou no ônibus. “Uma pessoa que não tem predisposição a ter descolamento, dificilmente irá sofrer com essa prática. Mas, há outras complicações em relação a esse tipo de leitura, como enjoos e dor de cabeça, por exemplo. Por isso, evitar”, disse Ventura. A existência dessa predisposição é detectada durante exames oftalmológicos.

Aos que usam lentes de contato, ou queiram começar, é importante encomendá-las a um oftalmologista. “A parte da frente do olho onde a lente se apoia tem um formato específico para cada pessoa. Ela pode ficar frouxa ou apertada e isso pode trazer danos, como infecção e, por consequência, necessidade de transplante de córnea, o que é muito comum”, indicou a oftalmologista. É primordial ainda atenção no período de uso das lentes e só dormir com as que têm essa especificação. Além disso, fazer acompanhamento periódico, para analisar como vai a adaptação da lente ao olho.

Fonte – Laiziane Soares

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