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Professores de João Alfredo indignados com a falta de pagamento dos salários

Professores de João Alfredo indignados com a falta de pagamento dos salários

Na contagem regressiva para entrega da prefeitura, o prefeito Severino Cavalcanti (PP) enfrenta mais problemas administrativos. Desta vez com a categoria dos professores que, na manhã de terça (6), tomaram às principais ruas do município para protestar contra o pagamento dos salários atrasados e comunicar uma parada de alerta.

Munidos de cartazes que diziam “o prefeito fugiu”, “cadê o dinheiro do FUNDEB?”, “a cidade está entregue às baratas”, cerca de 120 educadores não pouparam comentários contra a atual gestão e falaram do quanto os funcionários da educação têm sido lesados pela falta de um tabela fixa de pagamento.

Por volta das 9h30, os professores se concentraram na Praça Pe. Cícero, em frente à prefeitura. Ao chegar pacificamente em frente ao prédio, os funcionários da prefeitura fecharam as portas e se recusaram, a princípio, a receber a comitiva de educadores formada por cinco professores – Paula Melo, Elidiana Maria, Niedja Chaves, Joelma  e Edvaldo.

Os professores resolveram circular pela cidade e pararam em frente ao prédio da secretaria de educação com o objetivo de falar com a secretária Eklaydja Farias e comunicar o motivo da parada de alerta. Mas ao chegar nas imediações as portas foram imediatamente fechadas e os professores retornaram à prefeitura.

Segundo uma das integrantes da comitiva, Elidiana Maria, a ideia de levar os professores às ruas é exigir salários em dia e obter o pagamento do mês de dezembro que foi descartado pela administração atual, em 2012. “Queremos apenas nossos direitos assegurados. Prestamos serviços, portanto eles têm o dever de nos pagar”, pontuou a professora.

A passeata terminou, por volta do meio-dia, em uma reunião realizada na Prefeitura de João Alfredo, pela secretária de governo, Olga Milet, que foi enfática quanto à impossibilidade de pagar o mês de dezembro e alegou que o motivo se deve ao fato de ter extrapolado a folha de pagamento do município. Recentemente Severino Cavalcanti foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no valor de 14 mil reais, por ter excedido o número de funcionários.

“Há muitos meses a folha de pagamento foi excedida. Nós estávamos conseguindo contornar a situação – pegando de um lugar e colocando em outro – mas depois que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi rebaixado, ficou inviável o pagamento em dia”, explicou Olga. Ela, também, disse que contou muito com uma melhora do FPM e que estava esperando entre setembro a novembro essa alteração positiva, mas não logrou êxito e esse fato complicou ainda mais a saúde financeira da prefeitura. Os professores que estavam na reunião, ouviram da secretária de governo que os contratados que estiverem trabalhando não irão receber.

No encontro, os professores saíram com algumas informações mais concretas a respeito das datas de pagamento. Eles foram comunicados que o mês de outubro será pago em 10 de novembro e o mês de novembro será pago em 10 de dezembro. Ainda segundo os professores que estiveram no encontro, Olga, também, falou sobre o 13º e não eliminou a possibilidade de pagá-lo, mas tampouco deu garantias que os professores o receberão. Os professores deram o ultimato: se até o dia 10 de novembro não receberem o salário atrasado paralisarão suas atividades em caráter permanente.

ENTRAVES DA EDUCAÇÃO

Desde o início da gestão de Cavalcanti, em 2009, os professores travam batalhas para garantirem os seus direitos. Entre eles a carga horária que sofreu um aumento de 30 minutos, passando de 4h/aula para 4h30, sem nenhum tipo de remuneração. À época a secretária de Educação, Joselma Santos, justificou que tal decisão foi devido a taxa reduzida do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Outro ponto que prejudica a categoria foi a retirada da gratificação do magistério, que segundo os educadores foi feita de modo arbitrário. De acordo com a Lei Orgânica da Cidade, este tipo de mudança só compete se houver votação perante a Câmara Municipal, pleito este que foi realizado e deu parecer favorável aos professores.

Fonte – Jullimária Dutra

 

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