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Dieta e qualidade do sono – o que você precisa saber?

Dieta e qualidade do sono – o que você precisa saber?

Estudos epidemiológicos têm demonstrado ligações entre a duração do sono e dieta. A privação do sono pode modificar as escolhas alimentares, e essas últimas influenciam a qualidade e duração do sono. A duração reduzida do sono, por sua vez, tem sido associada com transtornos metabólicos e aumento da prevalência de obesidade.

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 O sono é considerado adequado quando não há sonolência diurna ou disfunção durante o sono. A quantidade de sono que um indivíduo precisa varia individualmente e depende de vários fatores, especialmente a idade. A maioria dos adultos necessita de cerca de 7 a 8 horas de sono por dia.
Estudo publicado na revista Appetite demonstrou que os indivíduos que apresentam uma dieta nutricionalmente equilibrada e variada estavam mais propensos a fazer parte do grupo que dormia oito horas. Por outro lado, os indivíduos que apresentavam dieta desequilibrada apresentaram maior chance de estar no grupo de pessoas que dormiam pouco. Outro estudo demonstrou que o alto consumo de alimentos ricos em gorduras está associado com o aumento da sonolência diurna.
Existem também estudos indicando que algumas frutas, como cerejas, promovem melhor qualidade do sono. Um estudo piloto duplo cego demonstrou que o suco natural de cereja, consumido duas vezes ao dia, reduziu a insônia em 15 idosos, e o tempo necessário para adormecer foi reduzido em 17 minutos. Entretanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar esses resultados e os mecanismos ainda precisam ser esclarecidos.
Deficiências de vitaminas do complexo B e minerais podem perturbar o sono, por reduzir a secreção da melatonina, um hormônio secretado especialmente à noite, que influencia a regulação do sono.
De maneira geral, o sono adequado é positivamente associado com comportamentos relacionados à saúde, como a adoção de uma dieta saudável. Evidências sugerem que os indivíduos que dormem menos são mais propensos a consumir alimentos ricos em energia, obter maior proporção de calorias provenientes de gorduras ou carboidratos refinados, consumir menor proporção de legumes e frutas, ter padrões de refeição mais irregulares, além de consumir alimentos do tipo fast-food mais frequentemente do que aqueles que dormem mais.

Referências:

[by nutritotal – www.nutritotal.com.br]
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