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Prescrição de exercícios para idosos

Prescrição de exercícios para idosos

Especialista dá exemplos de quais os melhores e mais eficientes exercícios para alunos da terceira idade


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É muito comum, quando falamos de exercícios físicos para idosos, pensar em exercício resistido como a primeira opção – e isso acontece por um motivo óbvio: o processo de envelhecimento causa uma perda importante de massa muscular e, como consequência, leva a uma perda de força e potência do músculo. Assim, o papel que a musculação tem de frear essa consequência do envelhecimento está mais do que comprovado.

Porém, para uma efetiva prescrição de exercícios para o público idoso, temos que levar em consideração que o envelhecimento é um processo particular e que cada pessoa envelhece de forma diferente. Esse processo é chamado de Índice de Envelhecimento. O índice de envelhecimento mostra as individualidades de cada pessoa no processo. Por exemplo: duas pessoas com a mesma idade podem envelhecer de formas diferentes (um indivíduo de 60 anos pode ter as articulações preservadas, enquanto que outro da mesma idade pode apresentar quadros de artrose avançados), ou ainda, uma pessoa, em relação a ela mesma, pode apresentar processos de envelhecimento diferentes em sistemas diferentes do organismo (uma pessoa de 60 anos pode não apresentar cabelos brancos, mas pode ter problemas de equilíbrio).

Ao avaliarmos o indivíduo idoso, devemos ter claro quais são suas perdas principais e como elas afetam sua qualidade de vida. Lembrando que a função principal do nosso trabalho é permitir que a pessoa faça e continue fazendo aquilo que é importante para ela mesma em termos de funcionalidade e independência.

Uma vez que o indivíduo é avaliado e são determinadas quais as perdas, o programa deve ter como objetivo:
1 – prevenir ou retardar a progressão de alguma doença crônica;
2- manter ou aprimorar os níveis de aptidão cardiorrespiratória (capacidade funcional);
3- prevenir as limitações e incapacitações funcionais (flexibilidade, força, coordenação, equilíbrio).

De posse dessas informações, um programa de exercício físicos para essa população deve ser global – exercícios resistidos, aeróbios, equilíbrio, flexibilidade – levando em consideração o índice de envelhecimento. Caso haja alguma necessidade específica resultante do processo de envelhecimento, você pode dar maior ênfase a um determinado tipo de treinamento, mas sem deixar de trabalhar outros componentes.

Exemplo:
Cliente R.T., 86 anos, com prática regular de exercícios físicos há 20 anos. Força muscular acima da média, resistência aeróbia boa, flexibilidade boa e bom equilíbrio. Apresentou episódio de queda e insegurança ao caminhar devido a uma crise de labirintite. Após consulta médica foi diagnosticada uma síndrome vestibular, que afeta seu equilíbrio. A partir desse momento a prescrição de exercícios, que era 60% trabalho de força, 15% trabalho de equilíbrio, 15% trabalho aeróbio e 10% flexibilidade passou a ser de 70% trabalho vestibular para aprimorar o equilíbrio, com diversas estratégias.

Considero importante dividir essa experiência, porque nada substitui sua atenção e a flexibilização do trabalho com a população idosa. Você não precisa se prender a um único tipo de treinamento para que seu cliente conquiste seus objetivos – com conhecimento e prática, é possível fazer ajustes que irão melhorar a qualidade de vida do seu cliente.

Se quiser saber mais a respeito, clique aqui: www.gerontologiafitness.com.br

Marco Lopes é especialista em gerontologia e Expert do Portal da Educação Física.

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