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Veja 7 mentiras que já te contaram sobre o consumo de ovos

Veja 7 mentiras que já te contaram sobre o consumo de ovos

Nos últimos anos, o ovo vem sendo objeto de uma reabilitação poucas vezes vista na história da Medicina. Até mesmo os cardiologistas mais radicais, aqueles que demonizaram os ovos como os maiores vilões da saúde do coração, começam a rever suas posições. A virada se deve a uma série de estudos científicos, muitos deles com dezenas de milhares de participantes, que mostram de maneira muito contundente que a sua condenação foi uma espécie de julgamento sumário. Se fosse uma questão criminal, seria um caso clássico de erro jurídico. Analisadas as evidências, veio a público um novo veredicto: o ovo está absolvido. E as provas, diga-se, não são poucas.

1. Comer ovo aumenta o colesterol.

O ovo, por conter em sua gema aproximadamente 215mg de colesterol, foi considerado um vilão da dieta e sua recomendação de ingestão foi limitada durante muito tempo. Hoje, estudos têm demonstrado relação inversa entre o consumo de ovo e aumento de colesterol e ainda enfatizam os benefícios que podem trazer à saúde, entre eles memória, capacidade cognitiva e formação de novos neurônios. Estudos científicos comprovam que as doenças cardiovasculares estão mais relacionadas com a sensibilidade hereditária e maus hábitos alimentares, como a ingestão de gorduras saturadas, principalmente as gorduras  trans, do que com os níveis de colesterol dos ovos. Comer quatro a seis ovos por semana é saudável e isento de efeitos adversos sobre os níveis de colesterol no sangue.

2. É melhor comer só as claras e descartar as gemas do ovos.

É um engano consumir inúmeras claras e jogar fora as gemas, que é onde se encontra a maior parte dos nutrientes essenciais. A gema é rica em luteína e zeaxantina, substâncias fundamentais para a saúde dos olhos.

3. Temos que lavar os ovos antes de guardar na geladeira.

Logo depois da compra é importante acondicioná-los em temperatura adequada, e não é necessário lavá-los. A casca do ovo é porosa e quando você lava o ovo acaba tirando uma “película protetora” e aumenta a possibilidade de contaminação por micro-organismos que podem migrar da casca para seu interior. Caso queira lavar os ovos mesmo assim, o recomendado é fazer isso no momento do uso.

4. Ovo cru é mais saudável.

Os nutricionistas orientam a evitar o consumo de ovo cru, maioneses bem como ovo mal passado com a gema mais mole, quando não se conhece a procedência e a maneira de conservação desses ovos. A avidina, substância da clara do ovo cru, interage com a biotina no intestino e inibe a absorção dessa importante vitamina.

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5. A pressão arterial sobe se a pessoa come muito ovo.

Em estudos já publicados, ficou claro que o ovo tem ação anti-inflamatória e ajuda no emagrecimento, o que diminuiria a pressão. Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, reforçam o argumento: o consumo pode estar relacionado com a redução da tensão sanguínea. A justificativa é que as proteínas do alimento são convertidas, por enzimas do estômago e dos intestinos, em peptídeos, elementos que baixam a pressão arterial. Não há nenhuma evidência, baseada em pesquisas, que faça um paralelo entre a ingestão de ovos e o aumento da pressão arterial

6. Não pode comer ovo todo dia.

Um estudo, que avaliou os impactos do consumo regular de ovos no colesterol das pessoas, descobriu que 70% das pessoas não tinham alterações em seus níveis d colesterol sanguíneo, mesmo consumindo 1 ou mais ovos por dia. O que acontece é que o nosso fígado tem a capacidade de produzir colesterol, já que a substância é matéria prima importante de alguns hormônios, como a testosterona. Se o organismo não consegue o colesterol através da dieta, ele tem a capacidade de produzi-lo. No entanto, se o organismo consegue colesterol através da alimentação, o fígado passa a produzir uma quantidade menor de colesterol e o organismo se mantém estável. Mesmo assim, se você tem colesterol alto, e mesmo assim quiser consumir mais ovos, recomendo, usar a proporção de 3:1, ou 3 claras de ovos para 1 ovo inteiro, assim você garante uma baixa ingestão de colesterol e ao mesmo tempo tira proveito de todos os nutrientes dos ovos.

7. O ovo aumenta a incidência de doenças cardiovasculares.

Nada disso! Hoje muitas pesquisas sérias tiraram o ovo deste banco dos réus, com provas suficientes para absolver o alimento da grave acusação de ser o vilão do coração. Ficou comprovado que não existe relação entre o colesterol presente no ovo e o aumento das taxas de gordura nociva ao organismo. O pesquisador Frank Hu, epidemiologista nutricional da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA), confirmou, após 10 anos de estudos, que comer um ovo por dia não aumenta o risco de ataque cardíaco ou derrame. Isto porque o ovo é rico em colesterol e pobre em gordura saturada, o que o exime de culpa de causar doenças vasculares. O cuidado fica para diabéticos e aqueles que já sofreram infartos, que devem comer até três ovos por semana.

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