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O que acontece no cérebro quando terminamos um relacionamento amoroso?

O que acontece no cérebro quando terminamos um relacionamento amoroso?

Quando alguém termina um romance com a gente, é inevitável não perder a cabeça por uns instantes. Terminar um relacionamento aciona sistemas neurais conflitantes dentro do seu cérebro. Segundo os especialistas em neurociência, é como se você estivesse se “apaixonando de novo”, só que ao contrário.

Primeira reação: Obsessão pela volta

Independente do tempo que o relacionamento durou (um Mês ou 5 anos…), o rompimento lança seu cérebro de volta à obsessão para o início do romance. Tudo o que você lembra dessa pessoa, seja uma foto, um perfil na rede social, lugares, frases, acaba desencadeando uma atividade na região de “recompensa” do cérebro, dentro do núcleo caudado (região responsável pelo aprendizado e memória cerebral) e da área tegmental ventral (onde se localiza início do circuito de recompensa). Estas são as mesmas partes que são ativadas quando se usa drogas como cocaína e nicotina.

Ativar os neurônios de recompensa causa enxurradas do neurotransmissor dopamina no cérebro. A dopamina, totalmente relacionada às emoções, ativa circuitos que criam um desejo por “mais”. Esse desejo dá-lhe motivação, incentivando-o a ter comportamentos que te darão forças para tentar trazer seu (sua) ex de volta. É por isso que resolve ligar ou mandar uma mensagem para ela ou ele esperando que essa ação ative nele também, a vontade de reatar.

Assim, a obsessão inicial do romance que desaparece depois de um tempo juntos, volta à tona depois de um rompimento e, como alguém viciado em drogas, tudo dentro de sua cabeça grita para que você sacie sua vontade.

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Por que terminar é tão dolorido?

De acordo com especialistas, para nosso cérebro, o término de um relacionamento é uma das formas mais extremas de rejeição social por causa dos laços que o romance cria em partes mais primitivas do cérebro. A rejeição romântica é um fator primitivamente considerado essencial para a vida, e envolve sistemas que estão no mesmo nível que sentir fome ou sede.

E realmente dói uma dor real. Dois estudos que analisaram a atividade cerebral de pessoas que tiveram seus relacionamentos interrompidos descobriram que as regiões de recompensa não foram os únicos sistemas ativados no cérebro. Os estudos mostraram que o cérebro também foi ativado em locais que dominam a angústia e a resposta à dor física. As regiões do cérebro que coletam impressões de dor do mundo exterior estavam sossegadas, mas os sistemas que controlam a forma como o corpo reage a dor estavam enlouquecidos.

Uma vez que o cérebro controla o corpo, ativar esses sistemas podem desencadear uma cascata de efeitos: por exemplo, a libertação de hormônios de estresse que por sua vez afetam o coração, o sistema digestivo e até o mesmo sistema imunológico. Em alguns casos extremos, o estresse pode fazer o coração enfraquecer, criando uma condição chamada de Síndrome de Takotsubo ou do coração partido, que, muito raramente pode levar à morte. Ainda assim, a dor de uma rejeição romântica pode durar um longo tempo.

A dor é natural porque o rompimento afeta um sistema básico que nos permite manter conexões significativas com outras pessoas. Afinal, a sobrevivência da espécie depende de evitarmos separações.

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Fonte: hypescience/gizmodo  Imagens/reprodução: yourtango/guiaastral/oloxa
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