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Um único amor por toda vida! Veja os animais que são monogâmicos e fiéis aos parceiros

Um único amor por toda vida! Veja os animais que são monogâmicos e fiéis aos parceiros

Para nós, seres humanos, a monogamia está cada vez mais rara, Enquanto isso, outras espécies do reino animal nos mostram que a fidelidade conjugal pode ser uma boa opção e que é possível ser feliz com um único parceiro por toda vida.
Estes animais constituem uma exceção e formam casais de “eternos namorados”, numa perspetiva mais parecida com a que nós formamos culturalmente enquanto seres humanos – e também com as respetivas exceções. O site Mundo Dos Animais (por Carlos Gandra) selecionou os animais que são um exemplo de compromisso e fidelidade!

1. Pinguins Imperadores

Os pinguins têm pela frente uma tarefa árdua quando geram filhotes. Para que um pequeno pinguim tenha hipóteses de sobreviver nas condições austeras do pólo sul, os seus progenitores têm de trabalhar em conjunto e dividir as tarefas. Esse foi o motivo pelo que, provavelmente, os pinguins evoluíram de forma a formar casais duradouros e fiéis, embora por vezes, os casais se separem quando os filhotes atingem maturidade suficiente para se tornarem independentes.
No Oceanário de Lisboa existe um casal de pinguins-de-Magalhães que completou recentemente 25 anos de “casados”, um exemplo do comprometimento destes animais.

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Para que um pequeno pinguim tenha hipóteses de sobreviver nas condições austeras do pólo sul, os seus progenitores têm de trabalhar em conjunto e dividir as tarefas. Foto: Reprodução/mundodosanimais
2. Araras

É comum verem-se araras e até mesmo outros psitacídeos a voarem juntos, em casais, que a partir do momento em que se juntam, geralmente é para toda a vida. Estas aves são conhecidas por trocarem mimos e cuidados entre o casal, como limpar a plumagem um do outro e partilharem o alimento que um deles encontre. Os machos e as fêmeas revezam-se no que toca ás tarefas para cuidar dos filhotes. Um filhote pode ficar junto dos pais durante 7 anos, até estar preparado para ir em busca do seu “par perfeito” e também se reproduzir.

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É comum verem-se araras e até mesmo outros psitacídeos a voarem juntos, em casais, que a partir do momento em que se juntam, geralmente é para toda a vida. Foto: Reprodução/mundodosanimais
3. Macaco-da-noite

O macaco-da-noite (Aotus spp.) é um raro primata de hábitos monogâmicos. Um estudo genético feito recentemente a 17 casais de uma espécie de macaco-da-noite, Aotus azarae, revelou zero infidelidades. Os machos são também pais dedicados, carregando os bebés na maior parte do tempo. As fêmeas geralmente carregam as crias apenas na altura da amamentação.

O macaco-da-noite (Aotus spp.) é um raro primata de hábitos monogâmicos. Foto: Reprodução/mundodosanimais
O macaco-da-noite (Aotus spp.) é um raro primata de hábitos monogâmicos. Foto: Reprodução/mundodosanimais

 

4. Dik-diks

Os dik-dik’s (Madoqua kirkii) são pequenos antílopes com cerca de 60 centímetros de comprimento e não mais de 35 centímetros de altura. Quando formam um casal, é muito raro alguma vez se voltarem a separar. Uma das técnicas que os machos usam para proteger as suas amadas, é encobrir todos os rastos das mesmas, incluindo odores, de forma a que nenhum outro macho se sinta atraído. Ao contrário de outros animais que incluem esta lista, o macho dik-dik não colabora muito nos cuidados parentais dos filhotes, mas nem assim a fêmea parece sentir-se tentada a procurar outro parceiro

Quando formam um casal, é muito raro alguma vez se voltarem a separar. Foto: Reprodução/mundodosanimais
Quando formam um casal, é muito raro alguma vez se voltarem a separar. Foto: Reprodução/mundodosanimais
5. Esquistossomos

Talvez não estivesse à espera de encontrar um parasita no meio desta lista – e não é de certo o maior exemplo para a nossa imagem convencional do romantismo! Mas o esquistossomo (Schistosoma mansoni), apesar de ser um parasita que infecta seres-humanos e conseguir ser bastante chato (se alguma vez ouviu falar em esquistossomose ou febre do caracol, são estes pestinhas os responsáveis), tipicamente acasalam com o mesmo parceiro toda a sua vida, demonstrando grande fidelidade e união.

Ah, sim! Não podemos esquecer que eles acasalam dentro de nós.

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Os esquistossomos, tipicamente acasalam com o mesmo parceiro toda a sua vida, demonstrando grande fidelidade e união. Foto: Reprodução/mundodosanimais
6. Castores

Os castores são geralmente animais fiéis ao seu parceiro e, sobretudo, ficam juntos a tomar conta dos filhotes, como verdadeiros pais devotos. Ao contrário do que acontece com alguns pinguins, por exemplo, os casais de castores não se costumam separar depois dos filhotes se tornarem independentes.

Os castores são geralmente animais fiéis ao seu parceiro e, sobretudo, ficam juntos a tomar conta dos filhotes, como verdadeiros pais devotos. Foto: Reprodução/newimages
Os castores são geralmente animais fiéis ao seu parceiro e, sobretudo, ficam juntos a tomar conta dos filhotes, como verdadeiros pais devotos. Foto: Reprodução/newimages
7. Cisnes

Os cisnes representam o exemplo mais conhecido de animais que formam casais para toda a vida. A imagem dos casais de cisnes a nadar com os pescoços unidos em forma de coração é um símbolo romântico popular, que fica bem em qualquer cartão do dia dos namorados. Os casais de cisnes trabalham em conjunto na construção do ninho, na encubação dos ovos e geralmente regressam sempre ao mesmo ninho na época de acasalamento. Embora existam cisnes não totalmente fiéis aos seus parceiros, bem como alguns casais que acabam por se separar (geralmente por não conseguirem procriar), a fama de partilharem um “amor para sempre” é justa para a grande maioria deles.

Os cisnes representam o exemplo mais conhecido de animais que formam casais para toda a vida. Foto: Reprodução/mundodosanimais
Os cisnes representam o exemplo mais conhecido de animais que formam casais para toda a vida. Foto: Reprodução/mundodosanimais
8. Gibões

Os gibões são primatas que costumam formar casais para toda a vida. Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pelo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades.  Apesar de serem um dos maiores exemplos de monogamia e fidelidade, existem alguns gibões que costumam “pular a cerca”. Também existe uma pequena porcentagem de casais que se “divorciam”. À medida que se vão realizando estudos sobre a complexidade social destes animais, mais os seus “casamentos” se parecem assemelhar aos nossos – tanto nas virtudes como nos defeitos. O que não é de estranhar pois são os nossos parentes mais próximos de toda esta lista.

Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pelo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades.  Foto: Reprodução/mundodosanimais
Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pelo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades. Foto: Reprodução/mundodosanimais
9. Peixe-frade

A monogamia entre peixes é rara, mas os peixes-frade são um bom exemplo de “eternos namorados”. Muitas vezes estes peixes permanecem com o seu parceiro para o resto da vida, nadam juntinhos pelo oceano (romântico!), caçam em conjunto e também defendem em conjunto o seu território quando pressentem ameaças de outros peixes. Aliás, é pouco comum encontrar um peixe-frade sozinho.

A monogamia entre peixes é rara, mas os peixes-frade são um bom exemplo de “eternos namorados”.  Foto: Reprodução/mundodosanimais
A monogamia entre peixes é rara, mas os peixes-frade são um bom exemplo de “eternos namorados”. Foto: Reprodução/mundodosanimais
10. Albatrozes

Os albatrozes são bem conhecidos pelos seus rituais criativos de acasalamento, com danças inusitadas que demoram anos (!) a aprender, mas são também um bom exemplo em termos de fidelidade. Apesar de percorrerem enormes distâncias sobre os oceanos, regressam ao mesmo local – e ao mesmo parceiro. Numa espécie específica de albatroz, o albatroz-das-galápagos (Phoebastria irrorata), testes genéticos ás crias demonstraram que cerca de três quartos delas tinham o mesmo pai. Já no caso do albatroz-errante (Diomedea exulans), apenas uma em cada dez crias tinha um pai diferente. Talvez seja um bom argumento para que as duas espécies troquem de nome.

Os albatrozes são bem conhecidos pelos seus rituais criativos de acasalamento, com danças inusitadas que demoram anos (!) a aprender, mas são também um bom exemplo em termos de fidelidade. Foto: Reprodução/mundodosanimais
Os albatrozes são bem conhecidos pelos seus rituais criativos de acasalamento, com danças inusitadas que demoram anos (!) a aprender, mas são também um bom exemplo em termos de fidelidade. Foto: Reprodução/mundodosanimais

11. Rato-saltador-gigante

Os ratos-saltadores-gigantes (Hypogeomys antimena) são outro dos poucos exemplos de monogamia entre animais roedores. Habitam uma pequena área do Madagáscar mas são grandes em companheirismo. Estes roedores permanecem juntos para criar os seus filhotes e geralmente só se juntam a um novo parceiro se o anterior falecer.

Os ratos-saltadores-gigantes (Hypogeomys antimena) são outro dos poucos exemplos de monogamia entre animais roedores. Foto: Reprodução/mundodosanimais
Os ratos-saltadores-gigantes (Hypogeomys antimena) são outro dos poucos exemplos de monogamia entre animais roedores. Foto: Reprodução/mundodosanimais
12. Águia careca

São os símbolos do patriotismo norte-americano, mas estas águias também poderiam ser um símbolo da monogamia e fidelidade. Apesar de viajarem sozinhas nas suas migrações, quando chega a época de acasalamento é comum voltarem ao mesmo sítio e sobretudo ao mesmo parceiro. Mas antes, os machos precisam de dar o seu melhor em voos acrobáticos para conseguirem conquistar o coração da menina. Existem alguns “divórcios” entre os casais destas águias e, segundo é sugerido, isso ocorre quando o casal falha em conseguir gerar descendência, procurando assim outros parceiros com os quais sejam capazes de procriar.

Apesar de viajarem sozinhas nas suas migrações, quando chega a época de acasalamento é comum voltarem ao mesmo lugar e para o mesmo parceiro. Foto: Reprodução/mundodosanimais
Apesar de viajarem sozinhas nas suas migrações, quando chega a época de acasalamento é comum voltarem ao mesmo lugar e para o mesmo parceiro. Foto: Reprodução/mundodosanimais

Fonte: Mundo Dos Animais

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