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Psiquiatra explica como os transgêneros nascem com o cérebro incompatível com a genitália.

Psiquiatra explica como os transgêneros nascem com o cérebro incompatível com a genitália.

O pai e a mãe não têm o poder de mudar o gênero do filho. Ou seja, os pais não são os culpados por uma criança ter uma questão de gênero. No entanto, há uma hipótese científica, bastante aceita, de que as pessoas transgênero passam por essa “inadequação” durante a gestação.

O que se sabe é que, durante a gestação, a identidade feminina ou masculina é formada no cérebro do bebê depois do desenvolvimento dos órgãos sexuais. No caso dos transgêneros, a hipótese diz que essa identidade não esteja em sintonia com o órgão sexual.

Segundo o Dr. Alexandre Saadeh, psiquiatra do HC-USP, a genitália se forma por volta da décima semana, enquanto isso, o cérebro ainda está em desenvolvimento, mas por volta da vigésima semana, se define a área cerebral que dará a identidade de gênero ao bebê. Ou seja, genitália masculina com cérebro masculino e genitália feminina com cérebro feminino. Mas algumas vezes pode acontecer o contrário: Um embrião com genitália masculina desenvolve um cérebro feminino e vice-versa. “Nesta situação, temos o caso de uma criança que vai nascer transgênero. Isso vai se manifestar logo por volta de 2 a 4 anos de idade, que é quando a criança já tem uma maturidade neurológica para dizer se é menino ou menina”, explicou Saadeh.

Isso, segundo o psiquiatra, implica que um transgênero já nasce assim, não é escolha, não é influência do meio. O que acontece é que a genitália se desenvolve para um lado e o cérebro para o outro. Isso vai se dar por influência de alguns hormônios e algumas substâncias que podem estar circulando pela placenta e pelo cordão umbilical. E aí esse cérebro feminino numa genitália masculina, ou ao contrário, cérebro masculino numa genitália feminina, pode explicar a questão da transexualidade.

Três genes podem ser os responsáveis

Um estudo, publicado na revista científica Biological Psychiatry, os cientistas analisaram possíveis diferenças em três genes envolvidos no desenvolvimento sexual – o receptor de andrógeno, o receptor de estrogênio e uma enzima que converte a testosterona em estrogênio.

Eles descobriram uma forte associação entre uma versão mais longa do receptor de andrógeno e o transexualismo.  As versões mais longas do receptor de andrógeno estão associadas a sinais de testosterona fracos. Esta ação reduzida do hormônio masculino pode interferir no desenvolvimento sexual do feto no útero.

g1 / bbc

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