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Por Que se Exercitar no Calor Pode ser Menos Eficaz do que Você Pensa

Por Que se Exercitar no Calor Pode ser Menos Eficaz do que Você Pensa

Como qualquer um que já tenha saída num dia quente de verão para correr na rua, treinar no calor e na umidade pode esgotar os seus níveis de energia, sem contar com o tanto de suor que vai sair do seu corpo.

Agora, uma pesquisa da Universidade de Nebraska, nos EUA, sugere outra consequência do exercício ao ar livre quando as temperaturas estão altas: pode afetar seus músculos a nível celular e prejudicar a sua performance.

Essas descobertas preliminares fazem parte de pesquisas bastante fascinantes na UNO’s School of Health and Kinesiology. Lá, os pesquisadores estão estudando como o treinamento em diferentes climas pode afetar seus músculos. Mais especificamente, eles estão analisando como as mitocôndrias – os geradores de energia em suas células – são influenciadas por várias temperaturas, diz Dustin Slivka, PhD, pesquisador principal e diretor do Laboratório de Fisiologia do Exercício da UNO.

Por que isso é tão importante? A disfunção mitocondrial pode ser crítica para o desenvolvimento da obesidade, diabetes, envelhecimento e outras condições. Slivka e sua equipe querem descobrir qual é a temperatura ideal para treinar, o que pode impedir essa disfunção e taxas de doenças potencialmente mais baixas.

“Se pudermos otimizar ainda mais os resultados do exercício físico, podemos combater melhor essas deficiências”, diz Slivka.

Em um experimento em andamento com 36 participantes, os pesquisadores foram extraindo amostras de tecido muscular da coxa de cada participante antes, imediatamente após e três a quatro horas depois deles completarem uma hora de ciclismo em uma câmara com controle climático. As temperaturas no compartimento variam entre o calor de 32 graus Celsius, confortáveis 20 graus e o frio de 7 graus Celcius, segundo Slivka.

À medida que as amostras são coletadas, Slivka e sua equipe estão observando como o tecido responde à estimulação e a forma como diferentes proteínas se movem dentro das células musculares. Os resultados foram consistentes até agora: os participantes do estudo estão apresentando melhores condições no frio do que no calor.

“Os participantes sentem-se muito confortáveis exercitando-se no ambiente frio”, observa Slivka. “A maioria está com o corpo um pouco frio durante os primeiros cinco minutos, mas o calor produzido pelo exercício os aquece rapidamente”.

Não só isso, mas o calor não parece ter nenhum efeito positivo nos resultados dos participantes do estudo. “Quando nós fazemos exercícios em um ambiente quente, ele realmente desafia a sua fisiologia”, disse Slivka. “Essa resposta parece ser muito negativa. Quase como se não estivessem funcionando”.

Isso pode ser influenciado pela forma como condições úmidas podem causar o superaquecimento do corpo, uma vez que o suor não evapora tão facilmente quando o ar já está úmido. Como resultado, não esfriamos o suficiente – e talvez fiquemos menos motivados a treinar de forma intensa.

Slivka diz que sua equipe descobriu que um ciclo de exercício feito no calor não é tão eficaz para o desenvolvimento mitocondrial como um ciclo de exercício feito à temperatura ambiente. Mas para saber se isso permanece verdade a longo prazo, as pesquisas precisam continuar.

“O estudo atual nos informará se isso persiste ao longo do treino ou se o músculo pode se aclimatar (como fazem os sistemas cardiovascular e termorregulador) e restaurar a resposta benéfica normal ao exercício”, diz ele.

Enquanto isso, não use as novas descobertas como desculpas para deixar de correr ao ar livre ou andar de bicicleta. Mesmo que seus exercícios não sejam tão eficazes em termos de desenvolvimento muscular, o exercício é extremamente benéfico por uma série de outros motivos: alivia o estresse, dá um impulso de energia e queima calorias. Nunca deixe de aproveitar todos esses benefícios e muito mais!

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite – (no G+)

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