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Isso pode ser útil para você: Psicólogo explica, em 4 etapas, como você deve falar com crianças sobre a morte

Isso pode ser útil para você: Psicólogo explica, em 4 etapas, como você deve falar com crianças sobre a morte

Se tem um assunto que deixa grande parte dos pais “sem palavras”, é a morte! É difícil de fato explicar para uma criança que o vovô não vai mais voltar ou que o cachorrinho da família “desapareceu” para sempre. Muitos pais usam a frase “mestra” para essas situações: “O vovô virou estrelinha”.

Por ter filhos de 5 e 7 anos, o psicólogo Sami Grover percebeu que tocar neste assunto era algo muito mais difícil que ele imaginava, mesmo para um psicólogo. Então, apelou às recomendações da agente funerária e youtuber Caitlin Doughty e escreveu um artigo sensacional para o site Mother Nature Network dando conselhos de como falar sobre este assunto delicado com as crianças.

1- PERGUNTE O QUE ELA SABE SOBRE A MORTE

Você pode pensar que uma criança de 5 anos não conhece nada a respeito da morte, mas talvez ela saiba muito mais o assunto do que você imagina. Assim, a melhor forma de introduzir a conversa é perguntando o que ela já sabe a respeito da morte. Será a partir desta resposta que você irá definir um caminho de como abordar a morte em cada faixa etária.

2- FALE A VERDADE

Sem assumir um tom alarmista, seja sincero com a criança, buscando uma linguagem compreensível de acordo com a idade. Na verdade, cada um de nós, adultos, temos uma noção bem clara do que é a morte, mas as convicções pessoas variam em relação a seu significado e à possibilidade de “vida” além dela, então busque argumentos os mais reais possíveis. Mas no fim, deixe claro que ela não conviverá novamente uma pessoa ou um animal que morrer.

3- PROTEJA A CRIANÇA DOS DETALHES

Não é necessário entrar em detalhes explicando que “vermes” comem nosso corpo que irá apodrecer e somente os ossos (tipo caveira, mesmo) restarão. Nunca fale coisas deste tipo, elabore uma resposta inteligente, caso essa pergunta aconteça no meio da conversa. No entanto, não minta e tampouco invente situações que não acontecem. Filtre as informações e revele detalhes fáceis de serem absorvidos. Apesar do cuidado, não pense que seu filho é incapaz de compreender a morte.

4- TRANSMITA SUAS CRENÇAS, MAS NÃO SE IMPONHA

Não interessa qual sua religião e de como você vê a morte. Se você acredita em céu, inferno, se acredita em reencarnação ou que a morte é o fim de tudo, você pode transmitir sua convicção a criança. Neste momento é indispensável explicar que as pessoas têm crenças diferentes a respeito da morte e que elas podem ouvir conceitos distintos de outras pessoas. Complete dizendo que não necessariamente está errado, mas que ela só conseguirá decidir no que acredita quando estiver mais velha.

MNN / MEGACURIOSO

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