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Cafeína faz mal para o fígado?

Cafeína faz mal para o fígado?

A utilização de cafeína como suplemento termogênico é muito grande e só cresceu nos últimos anos. Mas será que ela afeta realmente o fígado?

Cafeína faz mal para o fígado?

A cafeína virou o suplemento “queridinho” de quem quer emagrecer ou ter mais energia. Por sua atividade estimulante e que potencializa a eliminação de gordura, a cafeína se transformou em um dos principais suplementos do mercado. Porém, neste cenário surgem dúvidas sobre a sua utilização excessiva e os problemas que ela pode trazer. Uma das dúvidas mais comuns, é se a cafeína faz mais para o fígado.

Há muitas crendices em torno deste assunto e muitas não têm o real aparato científico.

Estudos sobre o efeito da cafeína sobre o fígado

Sempre que vamos avaliar se uma substancia é útil e saudável, precisamos analisar as quantidades. É lógico que a cafeína em quantidades elevadas, pode causar problemas. Assim como qualquer substancia.

Porém, é importante verificar que a cafeína, em doses consideradas mais baixas, oferece proteção par ao fígado. Sim, você não leu errado. A cafeína ajuda a proteger o fígado.

Estudos mostram que, quando consumida em uma proporção e 3 a 6 mg/kg de peso corporal, temos um aumento na produção de força e de potência muscular. Além disso, há uma redução dos níveis de riscos cardiovasculares e melhora das lesões hepáticas (Goldstein, 2010).

Falando especificamente da proteção que a cafeína gera para o fígado, há pesquisas que mostram que o consumo de cafeína causa uma redução considerável nos processos de cristalização do colesterol na bile. Isso, de maneira indireta, causa uma redução na formação de cálculos biliares (Godos, 2017).

Outro ponto importante da utilização da cafeína é que ela ajuda a proteger o fígado, quando ingerida por pessoas que consomem bebidas alcoólicas com frequência (Liu, 2015).

Ou seja, a velha máxima de que cafeína afeta negativamente o fígado, não procede.

Porém, também é importante salientar que há uma interseção entre todos estes estudos. Foram usados sempre, níveis considerados normais para a ingestão de cafeína. Consumos elevados, fazem com que outros problemas, como úlceras e gastrites, venham a acontecer.

Quanta cafeína devemos ingerir diariamente?

Cada pessoa tem um diferente nível de resistência a cafeína. Em termos gerais, o que as autoridades médicas costumam considerar normal, é a ingestão diária de até 400 mg. Esse valor varia e alguns profissionais defendem ingestões em menores quantidades.

Mas no geral, é isso que devemos levar em conta. Parece muito, mas para quem toma café com frequência, bebe refrigerantes (principalmente a base de cola), ou gosta de determinados chás, isso é facilmente atingido.

Em termos de suplementação, não é difícil encontrarmos no mercado, produtos que excedem este valor.

Lembre-se que este é um valor ligado principalmente a saúde e ao uso contínuo. Quando usamos a cafeína para objetivos e pontuais, a utilização de doses mais elevadas, não é um problema.

Porém, o acompanhamento de um bom profissional é fundamental, para que tenhamos melhores resultados e mais segurança no processo.

Enfim, como citado a cafeína, em doses razoáveis, ajuda a proteger o fígado. Isso significa que, no que se refere a questão hepática, não há razão para deixar de ingerir cafeína.

Veja agora, algumas outras vantagens da ingestão adequada de cafeína!

Benefícios do uso de cafeína

A cafeína é absorvida no trato intestinal, após passar pelo estômago. Portanto, o excesso de ingestão, acaba afetando diretamente estes dois sistemas. Por isso, o mais comum no consumo excessivo de cafeína, são lesões como úlceras e gastrite.

Porém, quando usada da forma correta, a cafeína traz inúmeros benefícios para o organismo. Veja alguns deles!

1- Mais energia, disposição e rendimento físico

Em níveis ideais, a cafeína é um dos mais potentes estimulantes do sistema nervoso central. Ela melhora a atenção, reduz a fadiga e ajuda a melhorar de forma geral, o desempenho físico. Por isso, ela é muito usada por pessoas que precisam manter o foco durante um tempo maior, ou por atletas.

Muitos estudos mostram uma melhora consistente na produção de força e potência muscular, com a utilização da cafeína.

2- Aumento da atividade metabólica

A cafeína estimula o sistema nervosos central, mas também, o metabolismo de uma forma geral. Ela é uma das substancias termogênicas mais usadas no mercado. Justamente por causar um aumento na atividade cerebral, que irá estimular todo o complexo metabólico, circulatório e muscular, ela aumenta consideravelmente o metabolismo.

Portanto, para quem busca emagrecer, é uma excelente alternativa para potencializar os resultados. Importante salientar que sozinha, a cafeína não produz efeitos consideráveis e que dieta e treino são as bases fundamentais para emagrecer.

3- Otimização da queima de gordura

Além de causar um aumento no metabolismo, há uma outra vantagem importante na utilização da cafeína. Ela causa o que chamamos de desacoplamento mitocondrial. Em resumo e de maneira simplificada, ela retira pequenas moléculas das células de gordura e as joga na corrente sanguínea.

Desta maneira, se houver solicitação motora (contrações musculares), estas pequenas moléculas de gordura serão usadas como fonte energética.

Com isso, a gordura passa a ser uma fonte de energia com maior utilização, com o uso constante de cafeína.

4- Prevenção de doenças

Além de todas as vantagens acima citadas, a cafeína ainda tem uma importante função de proteção ao organismo. Há indícios, de pesquisas ainda em fase de desenvolvimento, que a cafeína quando usada de maneira constante, ajuda a prevenir o mal de Parkinson.

Além disso, como citado já neste artigo, a cafeína ainda tem uma importante função de proteção ao fígado.

De maneira geral, quando usada da maneira correta, a cafeína traz muitas vantagens para o organismo, disposição e emagrecimento.

Porém é importante avaliar sua dieta como um todo, para saber se você não está “errando na mão” e ingerindo cafeína em excesso. O acompanhamento de um bom profissional é fundamental. Bons treinos!

Referências:
Godos, J. Coffee Consumption and Risk of Biliary Tract Cancers and Liver Cancer: A Dose–Response Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies. Nutrients 2017.
Goldstein, E. International society of sports nutrition position stand: caffeine and performance. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 2010.
Liu, F. Coffee Consumption Decreases Risks for Hepatic Fibrosis and Cirrhosis: A Meta-Analysis. doi.org/10.1371/journal.pone.0142457, 2015.

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