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O objeto mais nojento da sua casa: A esponja de cozinha pode abrigar tantas bactérias quanto o seu cocô, diz estudo

O objeto mais nojento da sua casa: A esponja de cozinha pode abrigar tantas bactérias quanto o seu cocô, diz estudo

A esponja de cozinha é considerada hoje um dos utensílios mais imundos da nossa casa. Há muitos estudos comprovando que ali abriga concentrações absurdas de bactérias. Pesquisadores da Faculdade DeVry MetroCamp, em Campinas, em São Paulo, realizaram vários experimentos com esponjas e descobriram que depois de 15 dias de uso, a esponja de lavar louça acumula cerca de 680 milhões de fungos e bactérias.

Preocupados com as espécies que poderiam estar ameaçando a saúde das pessoas, pesquisadores da Universidade de Furtwangen, na Alemanha, publicaram um estudo na Scientifc Reports mostrando quais bactérias se abrigam nas esponjas de cozinha. Para isso, eles analisaram 14 tipos de esponjas fabricadas de diferentes materiais. O susto foi grande quando ao todo 360 espécies diferentes de bactérias foram encontradas no material estudado.

Os cientistas ficaram angustiados, pois  5 de 10 dos tipos de bactérias mais comuns encontradas nas esponjas, pertencem ao grupo de risco 2. Ou seja, são potenciais agentes patogênicos. Ao que parece, a estrutura da esponja é um ambiente para fácil e rápida reprodução dos microorganismos. Contudo, a proliferação bacteriana se dá ao encostá-las em diversas superfícies da casa, como fogão, pia, louça e eletrodomésticos.

O problema não é somente as bactérias que as esponjas podem abrigar. Segundo os cientistas, esponjas são disseminadores de bactérias nas superfícies domésticas. O que pode levar a contaminações cruzadas de mãos e comida.

CONCENTRAÇÃO ALTA

O estudo encontrou nada menos que uma concentração de mais de cinco vezes de 10¹º células cúbicas por centímetro. Segundo um dos autores do estudo,  o microbiólogo Markus Egert, esse é um número que encontraríamos normalmente em matérias fecais. Esses níveis não deveriam ser encontrados na cozinha e sim no cocô dos donos da casa.

NÃO ADIANTA HIGIENIZAR

Dr. Egert não recomenda limpar a esponja. Mesmo o truque do micro-ondas não é recomendado. Ele acredita que isso possa apenas aumentar a presença dos organismos. “As bactérias resistentes sobrevivem ao processo de higienização e rapidamente se recolonizaram, atingindo um nível similar de antes da limpeza”, afirmou. A indicação é trocar de esponja a cada semana.

www.http://diariodebiologia.com

SCIENCEALERT  / REVISTAGALILEU  ARTIGO: MARKUS EGERT ET AL

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