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Ainda não temos água que possa tirar Jucazinho do colapso, diz Compesa

Ainda não temos água que possa tirar Jucazinho do colapso, diz Compesa

O presidente da Compesa comemorou as chuvas que caíram no Agreste, na Zona da Mata e no Sertão, mas lamentou pela barragem de Jucazinho.

Na manhã desta segunda-feira (5), o presidente da Compesa, Roberto Tavares, concedeu entrevista à Rádio Jornal sobre a situação das barragens de Pernambuco, após as chuvas que caíram em todas as regiões do Estado. De acordo com ele, o Sertão e algumas regiões do Agreste tiveram bons resultados e já podem comemorar.

Balanço

A Barragens de Serro Azul, que fica em Palmares, na Mata Sul do Estado, e abastece 10 cidades do Agreste, recebeu bastante água e está com 45% do volume que é capaz de armazenar.

Nas vizinhas Arcoverde, no Sertão, e Pesqueira, no Agreste, as chuvas foram animadoras. “É uma região que melhorou muito”, diz. Em Arcoverde, por dois motivos. A barragem de Riacho do Pau, que é grande e chegou a secar, pegou água e está com 45% do volume que é capaz de armazenar. O segundo é que as obras da Adutora do Moxotó devem acabar até o fim de março, quando os testes vão poder começar.

Em Pesqueira, várias barragens, principalmente Pão de Açúcar, foram beneficiadas pelas chuvas. Como a cidade também está conectada com a Adutora do Moxotó, também será favorecida pelo fim das obras.

Perguntado sobre uma região que ele considera fora de perigo, Roberto Tavares responde que em Serra Talhada, a situação está bem melhor. “A gente estava abastecendo apenas pela Adutora do Pajeú e, como a população da região sabe, está pronta apenas a primeira etapa da obra, mas já estamos atendendo a segunda etapa com a água da primeira. Estamos dividindo o pouco que tem com todos”, explica. “Mas a barragem de Cachoeira estava com 2% e agora está com 20%. Por isso, vamos reativar o abastecimento, fazendo com que sobre mais água para as cidades”, diz.

Em Jataúba, no Agreste, cidade que estava há 7 anos sem abastecimento, a água deve chegar nos próximos dias. “A primeira água que chega é de muita lama, muita sujeira. Estamos esperando só alguns ajustes para voltar o abastecimento lá”, comemora.

 A barragem de Bitury, em Belo Jardim, no Agreste, está com 23%. A Pedro Moura Júnior deve estar chegando perto dos 10%. Uma pequena barragem chamada Taboacas de Aca, que secou logo após a Compesa ter feito uma obra reestruturadora, agora está perto dos 100%. “Estamos muito felizes com essa prévia. Ainda estamos em março, ainda tem temporada de chuva. Vamos ter água nas barragens”, comemora.

Jucazinho

"Ainda não temos água que possa tirar Jucazinho do zero, do colapso", diz Roberto Tavares
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Em Jucazinho, que fica em Surubim, no Agreste do Estado, a notícia não é tão boa. “Infelizmente Jucazinho ainda nada. Eu pedi até para verificar se mais acima está começando a chegar alguma coisa, por temos notícia de chuva na bacia do Capibaribe”, diz. “Ainda não temos água que possa tirar Jucazinho do zero, do colapso”, completa.

Sobre a informação que a barragem teria sido construída num local inadequado, ele rebate. “A barragem chegou a encher algumas vezes. Em 2010 e em 2011, ela encheu”, diz. “De 2011 para 2016, ela não mais pegou água e entrou em colapso”, explica. “Mas estamos esperançosos. Esse deve ser um inverno mais chuvoso”, afirma.

Cabo e Petrolina

As cidades do Grande Recife e do Sertão lutam na justiça para quebrar o contrato de abastecimento e tratamento de água e esgoto com a Compesa, Roberto Tavares afirma que são situações diferentes. No Cabo, ele diz que desconhece processo judicial e que a Companhia segue trabalhando normalmente.

Em Petrolina, tanto eles quanto a prefeitura movem processo judicial e não há previsão para o fim do conflito. “No último dia do ano passado, firmamos um contrato de empréstimo de R$ 38 milhões para fazer obras de esgotamento sanitário nas áreas que a Prefeitura ficou de fazer e não fez, ou não concluiu. Quando a gente consegue o tão sonhado recurso, talvez a gente não possa fazer por insegurança jurídica”, diz. “Estamos negociando isso para ver se a gente chega num entendimento. O povo de Petrolina não tem nada a ver com política”, comenta.

http://radiojornal.ne10.uol.com.br/

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