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Entenda o impacto do reajuste tarifário da Celpe

Entenda o impacto do reajuste tarifário da Celpe

A conta de luz ficará 8,41% mais cara para os consumidores residenciais e de baixa renda e, em média, 9,90% mais cara para as indústrias

Em todo o Estado, a Celpe atende cerca de 3,65 milhões de unidades consumidoras / Foto: Celpe/Divulgação

Em todo o Estado, a Celpe atende cerca de 3,65 milhões de unidades consumidoras
Foto: Celpe/Divulgação
Da Editoria de Economia
A conta de luz ficará 8,41% mais cara para os consumidores residenciais e de baixa renda em Pernambuco e, em média, 9,90% mais cara para as indústrias do Estado a partir deste domingo (29). O reajuste aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ontem, leva em consideração sobretudo os custos de transmissão e compra de energia que, conforme a própria Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) variaram, respectivamente, 35,4% e 4,22% no ano passado, além dos encargos setoriais e impostos que representaram 38,3% nos custos da tarifa elétrica.

 

Em todo o Estado, a Celpe atende cerca de 3,65 milhões de unidades consumidoras, cujo consumo de energia representa faturamento anual da ordem de R$ 4,7 bilhões. De acordo com a própria companhia, os clientes só começarão a sentir o impacto da alta nas contas de maio.

Atualmente, os consumidores de Baixa Tensão, que terão reajuste médio de 8,47%, representam 99% dos clientes da Celpe. Um consumidor Residencial Convencional, que consome 100 kWh/mês, por exemplo, terá sua conta reajustada de R$ 66,64 para R$ 72,35, diferença de R$ 5,71. Já o Residencial Baixa Renda, com o mesmo consumo de 100 kWh/mês, terá o valor alterado de R$ 25,36 para R$ 27,24, diferença de R$ 1,88, já que contam com o benefício da Tarifa Social, que garante um desconto de até 65% sobre o valor da fatura.

A alta na conta de luz, acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses (2,68%), teve entretanto o maior índice reajustado entre os consumidores industriais, que temem pela perda da competitividade das empresas, afetada pelo custo da produção.
“A arrancada da conta de luz tem influenciado o Indicador de Custos Industriais nos últimos anos. Dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o indicador subiu, em média, 0,6 % entre 2016 e 2017. Essa alta foi puxada pelo custo com pessoal (3,8%) e pelo custo de energia (3,4%). Os sucessivos aumentos na eletricidade impactam diretamente na competitividade das empresas pernambucanas, que têm percebido os custos de produção aumentarem em função do comprometimento com o insumo – que chega a representar 40% de todos as despesas das empresas”, diz a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) em nota.

Para o diretor de Operações da comercializadora Electra Energy, Fernando Umbria, o reajuste sinaliza a necessidade da busca por alternativas mais baratas de energia. “O aumento expressivo, superior à inflação, dificulta o processo de recuperação da economia. Fontes como as eólicas podem e devem ser acessadas por empresas com consumo a partir de 500 kW”, diz ele.

Composição

Além dos valores fixados, são cobrados na conta de energia o ICMS, PIS e COFINS e as Bandeiras Tarifárias. Neste mês, está vigorando a bandeira verde, sem acréscimo na conta. Ainda conforme a Celpe, do valor cobrado na fatura, apenas 21,2% ficam com a companhia, para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos.

No processo de revisão tarifária de 2017, as tarifas de energia foram reajustadas em 8,85% para o cliente residencial. Já para a indústria, os valores variaram entre 4,04% e 8,22%.

Fonte  – http://jconline.ne10.uol.com.br/

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