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PF pede quebra de sigilo de Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco

PF pede quebra de sigilo de Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco

Objetivo é aprofundar investigação sobre o pagamento de R$ 10 milhões que teria sido feito pela Odebrecht e acertado em um jantar no Jaburu

A PF solicitou a quebra do sigilo telefônico de 2014 do presidente e dos dois ministros / Foto: Alan Santos/PR

A PF solicitou a quebra do sigilo telefônico de 2014 do presidente e dos dois ministros
Foto: Alan Santos/PR
JC Online e Estadão Conteúdo
Com informações de O Globo

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo telefônico de 2014 do presidente Michel Temer e dos ministros Moreira Franco (Minas e Energia) e Eliseu Padilha (Casa Civil). O objetivo da ação é aprofundar a investigação sobre o pagamento de R$ 10 milhões que teria sido feito pela Odebrecht e acertado em um jantar no Palácio do Jaburu, onde Temer residia na época. As informações são do jornal O Globo.

Os investigadores da PF buscam rastrear ligações entre eles nas datas próximas das entregas de dinheiro que foram relatadas pelos delatores da empreiteira.

O pedido da Polícia Federal foi protocolado sob sigilo e chegou ao gabinete do ministro do STF Edson Fachin no fim do mês de março.

O inquérito

Fachin havia incluído em março, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente como investigado no inquérito que apura suspeitas de repasses de propinas da Odebrecht para campanhas eleitorais do MDB em troca de favorecimento à empresa. Já eram investigados no caso os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). O inquérito foi aberto em abril de 2017 com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

O inquérito procura comprovar se, conforme apontado por delatores da Odebrecht, houve pagamento de vantagens indevidas para irrigar campanhas eleitorais do MDB em troca de atendimento de interesses do grupo empresarial na Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, chefiada pelos dois homens fortes do Planalto entre 2013 e 2015.

Os autos do inquérito em andamento incluem as informações prestadas por delatores da Odebrecht sobre um jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014 em que Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo empresarial,teria acertado com Padilha o pagamento de R$ 10 milhões. Temer estava no jantar, mas não na hora da discussão sobre valores, segundo delatores.

Fonte – http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/

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