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Tomar banho depois da relação evita gravidez?

Tomar banho depois da relação evita gravidez?

Ainda que a tecnologia tenha desenvolvido diversos métodos contraceptivos, nenhum deles é 100% eficaz e podem falhar. Por isso, muitas vezes utilizamos métodos alternativos pouco eficazes para evitar gravidez que não possuem nenhum embasamento científico concreto sobre sua validade, principalmente em casos de pessoas que não foram educadas propriamente em relação à sexualidade, o que é muito comum e não deve ser motivo de vergonha, afinal, o sexo ainda é o tabu em nossa sociedade. Um dos mitos acerca da fecundação é que tomar banho depois da relação evita gravidez, mas será que isso é verdade? Para saber a resposta e descobrir bons métodos contraceptivos, leia este artigo do umCOMO.

Fazer ducha com chuveirinho evita gravidez?

Ducha higiênica não evita gravidez, apenas evita doenças causadas por bactérias e fungos que são propícios de se desenvolverem na vagina por ser um local úmido e quente. Quando o homem ejacula o esperma vai diretamente para o colo do útero e permanece até 2 dias nas tubas uterinas, tornando impossível que se impeça o processo e fecundação.

Além da ducha, existem outros métodos comumente utilizados para evitar gravidez que não têm ou têm pouca eficácia, sendo eles:

  • Tabelinha: o método baseia-se no ciclo menstrual feminino, estipula-se qual é o período fértil da mulher e evita-se relações sexuais durante esse período. O método em tese parece bastante eficaz, entretanto, apenas funciona caso a mulher tenha um ciclo menstrual absolutamente regulado, além disso, diversos fatores com o estresse podem gerar alterações hormonais que, por consequência, também alteram o período fértil, sendo assim, a tabelinha não é um método contraceptivo recomendado. A tabelinha também pode ser usada com objetivo oposto, veja aqui como fazer tabelinha para engravidar.
  • Coito interrompido: o método consiste no homem ejacular fora da mulher, entretanto, o líquido expelido pelo pênis durante a relação sexual que tem função de lubrificação pode contar esperma, sendo assim, apesar de diminuir as chances de fecundação, o coito interrompido não é um método eficaz e não deve ser utilizado isoladamente, apenas como forma de prevenção caso outro método contraceptivo já esteja sendo utilizado.

Outra dúvida comum em relação ao banho e sexo é: tomar banho junto engravida? E a resposta para essa pergunta é não, entretanto, deve-se utilizar um método contraceptivo eficaz para evitar a gravidez assim como em qualquer outra relação sexual.

Como se lavar depois da relação

Depois da relação tem que tomar banho pois relações sexuais deixam a vagina em contato com diversas bactérias que podem ser nocivas. Por isso, após toda relação sexual é necessário que a mulher tome banho a faça uma boa higienização da vagina com água e sabonete neutro ou infantil, pois sabonetes comuns alteram o pH vaginal e aumentam as chances de infecções.

Prefira calcinhas de algodão

A vagina possui um sistema natural de defesa contra invasores causadores de doenças que necessita que a entrada do canal vaginal esteja desbloqueada para que seja possível expelir substâncias danosas, por isso, além da boa higienização, para evitar infecções vaginais é recomendado que se use calcinhas de algodão pois o material permite a ventilação e transpiração natural da região.

Cuidados com o chuveirinho na higiene íntima

Outra coisa importante é evitar usar o chuveirinho dentro da vagina durante banhos pois esse método elimina parte da proteção natural da vagina e também pode facilitar infecções, água com sal também evita não gravidez e pode causar problemas.

Urinar depois da relação não evita gravidez, mas é necessário para evitar doenças, visto que a urina expelida mandará embora também possíveis bactérias que entraram no canal e poderiam causar infecção urinária.

Entre as diversas infecções que se pode ver na vagina, a mais comum é a candidíase, que pode ser causada não apenas por relações sexuais mas também por falta de higienização e desequilíbrios no pH da vagina, o que torna a doença muito comum.

  • Camisinha masculina: é o método contraceptivo mais indicado pois, além de evitar gravidez, também protege contra doenças sexualmente transmissíveis, ao contrário de métodos hormonais. Apesar de sua eficácia, o método por vezes dá errado por ser sido utilizado de forma inadequada, o método correto para se utilizar a camisinha é: deixar uma sobra na ponta para deixar espaço suficiente para o esperma, evitando que estoure, sempre colocá-la antes do início da relação sexual com o pênis já ereto e desenrolá-la diretamente no pênis.
  • Camisinha feminina: apesar de pouco conhecida, a camisinha feminina é tão eficaz quando a masculina e deve ser introduzida com o anel em seu interior, sem que seja removido antes da relação. Além de eficaz, a camisinha feminina também previne contra doenças sexualmente transmissíveis.
  • Anel vaginal: é um método hormonal que deve ser introduzido na vagina e libera gradativamente hormônio na corrente sanguínea da mulher, é utilizado durante 3 semanas, retirado até que um novo seja introduzido após uma semana.
  • Pílula anticoncepcional: dos mais utilizados, é um método hormonal que mantém a mulher infértil quando utilizado de forma correta, tendo quase 100% de eficácia. Além de prevenir contra gravidez, as pílulas também regulam o ciclo menstrual, diminuem efeitos da TPM, reduzem o fluxo menstrual e também acne. Apesar das vantagens da pílula anticoncepcional, o método pode ser perigoso por aumentar as chances de trombose, principalmente em mulheres fumantes, entre outras doenças.
  • DIU de cobre: O DIU é um contraceptivo em formato de T que deve ser inserido no útero por meio de cirurgia e não costuma causar problemas quando bem feita. Após a cirurgia é necessária supervisão médica durante o primeiro mês para conferir se não houve deslocamento do DIU, o que causa queda na taxa de eficácia do contraceptivo, também é importante que a mulher confira se o fio do DIU que pode ser sentido na vagina não aumentou ou diminuiu de tamanho, pois isso indica que o T saiu do lugar.
  • Diafragma: é um anel que deve ser inserido na entrada do útero, impede a passagem de espermatozóides e tem a vantagem de poder ser reutilizado diversas vezes contanto que seja devidamente higienizado após sua retirada. O diafragma deve ser inserido ao menos meia hora antes da relação sexual, retirado após 12h e é recomendado que seja utilizado junto ao espermicida para ser de fato eficaz.
  • Laqueadura: é realizada por meio de uma cirurgia que fecha o canal das tubas uterinas na mulher, impedindo que espermatozoide e óvulo se encontrem, evitando a fecundação.
  • Vasectomia: funciona de forma parecida com a laqueadura, fechando o canal por onde passa o espermatozóide de forma que o homem continue ejaculando de forma infértil.

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