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Trabalhadores dos Correios decidem manter estado de greve

Trabalhadores dos Correios decidem manter estado de greve

Em todo o Brasil, a categoria se reunirá novamente no próximo dia 14 para deliberar sobre o movimento e a possibilidade de paralisação

No Recife, categoria realizou assembleia no auditório da Igreja da Soledade, no Centro / Foto: Divulgação/Sintect-PE

No Recife, categoria realizou assembleia no auditório da Igreja da Soledade, no Centro
Foto: Divulgação/Sintect-PE
JC Online

Trabalhadores dos Correios em Pernambuco decidiram, na noite desta terça-feira (7), manter o estado de greve e as negociações em curso. Em assembleias realizadas no Centro do Recife e também em Caruaru e Petrolina, a categoria optou por seguir a orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e da Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).

Em todo o Brasil, os funcionários se reunirão novamente no dia 14 de agosto para deliberarem sobre o movimento e a possibilidade de paralisação.

Reivindicações

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (Sintect-PE) afirmou que a categoria defende “uma empresa pública e de qualidade” e é contra a “cobrança de mensalidade no Plano de Saúde, a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o sucateamento dos Correios.”

Segundo o Sintect-PE, o comando de negociação do sindicato comunicou à categoria local as condições do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para manter a mediação, em despacho assinado pelo vice-presidente do TST, Renato de Lacerda Paiva.

De acordo com o sindicato, ficou evidenciado no despacho que o TST está “sensibilizado pelas condições dos trabalhadores e trabalhadoras diante da obrigação de arcar com mensalidades do plano de saúde da categoria, o Postal Saúde. O novo custo, a coparticipação, que a empresa impôs aos seus funcionários e funcionárias está onerando os salários líquidos em até 70%”, diz o sindicato. O despacho propõe ainda a manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018, que perdeu a vigência no último 1° agosto.

Leia a nota do Sintect-PE

Reunidos em assembleia, trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em Pernambuco decidiram seguir a orientação das federações da categoria, FENTECT e FINTECT, e manter o estado de greve e as negociações em curso. Em todo o Brasil, os ecetistas se reunirão novamente no próximo dia 14 para deliberarem sobre o movimento e a possibilidade de paralisação. O foco da negociação está no Plano de Saúde.

O comando de negociação do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (SINTECT-PE) comunicou à categoria local as condições do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para manter a mediação, em despacho assinado pelo vice-presidente do Tribunal, Renato de Lacerda Paiva.

Ainda ficou demonstrado no despacho que o TST está sensibilizado pelas condições dos trabalhadores e trabalhadoras diante da obrigação de arcar com mensalidades do plano de saúde da categoria, o Postal Saúde. O novo custo, a coparticipação, que a empresa impôs aos seus funcionários e funcionárias está onderando os salários líquidos em até 70%.

O despacho propõe ainda a manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018, que perdeu a vigência no último 1° agosto.

A assembleia, no Recife, ocorreu no auditório da Igreja da Soledade, no Centro da cidade, e ainda nas subsedes do SINTECT-PE em Caruaru e Petrolina.

A categoria luta:
• Contra a cobrança de mensalidade no Plano de Saúde;
• Contra a privatização da ECT; 
• Em defesa de uma empresa pública e de qualidade;
• Contra o sucateamento dos Correios.

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