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Após problema com pipoca, polícia investigará produção de biscoito

Após problema com pipoca, polícia investigará produção de biscoito

Produtos não possuem prazo de validade legível e não apresentam lote de fabricação

Nesta segunda-feira, a fábrica de pipocas foi interditada pela Vigilância Sanitária. Foto: Reprodução TV Clube

Nesta segunda-feira, a fábrica de pipocas foi interditada pela Vigilância Sanitária. Foto: Reprodução TV Clube

Após interditar a fábrica de pipocas Kinitos, a Polícia Civil instaurou, nesta segunda-feira (1º), inquérito para investigar a produção de biscoitos da marca. Os produtos não possuem prazo de validade legível e não apresentam lote de fabricação. De acordo com a titular da Delegacia do Consumidor, Beatriz Gibson, houve uma denúncia de que uma criança passou mal após ingerir um biscoito. O alimento teria sido dado como brinde pela empresa após quatro crianças também terem encontrado um rato no saco de pipocas.  O caso aconteceu em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

“As mães só se apavoraram quando a criança comeu o biscoito, passou mal, teve dor de cabeça. Essa mãe disse que o biscoito foi dado de brinde e ai resolveram procurar a delegacia”, disse a delegada. Para a polícia o episódio se torna mais grave porque a empresa já tinha conhecimento do problema. Nesta segunda-feira, a fábrica de pipocas foi interditada pela Vigilância Sanitária.

Rato foi encontrado dentro de saco de pipocas da Kinitos. Foto: Renato Barros/TV Clube

O maquinário antigo e sem manutenção, além de falta de higiene foram alguns dos problemas.

Duas mil toneladas de pipoca já produzida foram recolhidas e incineradas pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Apesar das investigações, a delegada buscou tranquilizar os consumidores. “A fábrica só voltará a produzir quando se adequar às normas sanitárias e toda a pipoca produzida foi incinerada”, acrescentou. Vender alimento impróprio é crime e a pena pode variar de 2 anos a 5 anos.

A Ordep Fabril Nordeste LTDA, fabricante da pipoca, afirmou, em nota, que atua no mercado há mais de 45 anos e segue as normas sanitárias, com processos industriais rigorosos e contantes fiscalizações. Destacou ainda que colabora com as autoridades para esclarecer os fatos. Segundo a fábrica, há controle de pragas e um contrato de coleta e descarte de lixo, não havendo possibilidade de proliferação de roedores.

Fonte – https://www.op9.com.br/pe/noticias/apos-problema-com-pipoca-policia-investigara-producao-biscoito/

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