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O fim do PT é para o segundo turno, prevê ex-ministro do trabalho

O fim do PT é para o segundo turno, prevê ex-ministro do trabalho
“A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que mais facilmente se comete e dificultosamente se conhece raramente se emenda”. É com este trecho do formoso Sermão da Primeira Dominga do Advento, pregado na Capela Real em Lisboa, no ano de 1650, pelo padre Antonio Vieira que o ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto inicia seu artigo publicado nesta terça-feira, 17, no Estadão.

A observação é bem pertinente ao restante do artigo, no qual Pazzianotto enumera parte dos desmandos dos governos do PT de Lula e Dilma, em face das dificuldades do partido de prosseguir com a vergonhosa omissão de sua responsabilidade direta na situação do país. Enquanto muitos petistas insistem na velha ladainha de que o partido deveria fazer uma autocrítica (tem sido assim nos últimos anos, sempre que a situação fica preta), o ex-ministro prevê um desfecho mais sombrio para o partido de Haddad após estas eleições: o Fim do PT.

Pazzianotto destaca que “A ascensão do PT ao governo revelou-lhe a verdadeira face e confirmou a frase de Pítaco de Mitilene: a ambição é insaciável. Com insaciável ambição de dinheiro, o PT e seus aliados investiram contra os cofres públicos, conforme revelariam os processos referentes ao mensalão e à Operação Lava Jato”. para descrever a situação desconcertante vivida nestas eleições por Fernando Haddad, “porta-voz e alter ego de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidiário de Curitiba”, observa o ex-ministro.

Durante 12 anos e alguns meses de regime petista a economia foi desbaratada; a política, aviltada; o País, desindustrializado; o Tesouro Nacional, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Petrobrás e os fundos de pensão, saqueados. Torrentes de dinheiro foram canalizadas para apoiar ditaduras africanas e latino-americanas. Não satisfeito, usou e abusou do aparelhamento do Estado para se consolidar no governo, ao qual procura retornar com o propósito de arrebatar definitivamente o poder, como declarou José Dirceu.

O apego ao crime pode ser aferido pelo asilo concedido ao terrorista italiano Cesare Battisti pelo presidente Lula. Relembro que o facínora, natural de Sermoneta, na Itália, onde nasceu em 1954, depois de preso várias vezes como ladrão, em 1976 passou a integrar o grupo Proletários Armados do Comunismo (PAC), surgido das Brigadas Vermelhas. Acusado de assassinar quatro pessoas – Antonio Santoro, Pierluigi Torregiani, Lívio Sabatini e Andrea Campagna – e de deixar o filho deste último paraplégico, foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua. O processo correu à revelia, em razão da fuga de Battisti. Após se esconder em vários países, foi preso no Brasil em 2007. Antecipando-se à decisão do pedido de extradição no Supremo Tribunal Federal, formulado pelo governo de Roma, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, conferiu ao criminoso o benefício de asilado político, confirmado por Lula.

O segundo turno deverá determinar o fim do PT como força política, com a derrota do binômio Fernando Haddad-Manuela D’Ávila. Aos brasileiros respeitáveis não restará alternativa senão derrotá-lo, ainda que o remédio a alguns possa parecer amargo. Diante da urna eletrônica não nos esqueçamos de que o PT nunca se alinhou com países democráticos. As alianças que perpetrou foram com a Cuba de Fidel Castro, a Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a Bolívia de Evo Morales e ditaduras africanas corruptas”.

Com um histórico tão vergonhoso, é pouco provável que o PT sobreviva nos próximos anos. O fato de ter conseguido eleger um número significativo de parlamentares chama a atenção de alguns observadores menos atentos. Após mandar no Brasil por quase quatro mandatos, o PT conseguiu eleger representantes que somam pouco mais de 10% do parlamento É pouco. É muito pouco. Sem a Presidência da República, sem governos em Estados fortes, com as principais lideranças aniquiladas nas urnas e com o líder máximo na cadeia, o PT não sai destas eleições como um partido nanico, mas com a sobrevida seriamente comprometida. A tal da autocrítica, se é que um dia virá, poderá representar sim a morte definitiva do partido. Muitos podem dizer que Lula é o maior responsável por isso tudo. Não. O presidiário foi apenas o líder de um grupo de pessoas arrogantes e sedentas por poder.

A relutância em fazer uma autocrítica deriva justamente da impossibilidade de prosseguir como partido.

Vale a pena ler o artigo completo de Almir Pazzianoto no Estadão – AQUI

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