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Em ato com Haddad no Recife, militância reage ao PSB e vaia Paulo Câmara

Em ato com Haddad no Recife, militância reage ao PSB e vaia Paulo Câmara

O acordo entre PT e PSB em Pernambuco, que culminou na retirada da candidatura da petista Marília Arraes, gerou protestos em ato com o presidenciável Fernando Haddad (PT) no Recife, nesta quinta-feira (25). O prefeito da capital, Geraldo Julio, e o governador Paulo Câmara, ambos socialistas, foram vaiados e chamados de “golpistas” por parte da militância que se reuniu no pátio da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro da cidade.

A advogada Dani Portela, candidata pelo PSOL, que ficou em terceiro lugar na disputa ao governo (com 4,97% dos votos válidos), foi recebida com gritos de “minha governadora” ao discursar no mesmo palanque que Paulo Câmara, reeleito no primeiro turno, com 50,70% dos votos válidos.

 Houve reação também ao senador Humberto Costa (PT), reeleito na chapa do governador, com 25,76% dos votos válidos. O petista foi um dos articuladores da aliança entre PT e PSB.

Esta foi a primeira vez que ele e Marília Arraes estiveram no mesmo palanque desde o início da campanha.

A militância petista já havia protestado contra Paulo Câmara em outra visita de Haddad a Pernambuco.

No dia 22 de setembro, na Praça da Independência, também no Centro do Recife, Paulo Câmara foi vaiado diversas vezes ao lado do presidenciável petista. A viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB), Renata Campos, e o filho dele, João Campos, eleito deputado federal com a maior votação em Pernambuco (480.387 votos), também foram vaiados. João é primo de Marília Arraes, que foi a segunda mais votada, com 193.108 votos.

Em seu discurso, Geraldo Julio exaltou a democracia. “Pessoas que foram torturadas e mortas nos entregaram a coisa mais valiosa que nós temos, que é a democracia”, afirmou.

Campanha de rua

Reeleito no primeiro turno, Paulo Câmara agiu nos bastidores a favor de Haddad e não foi visto atos de campanha de rua no segundo turno. “Eu estou indo para a rua, fiz reunião com prefeitos. A campanha de rua está acontecendo com a militância, eu tenho que governar Pernambuco. Não tem ausência, desde o primeiro dia, no discurso da vitória, eu declarei o apoio”, defendeu o governador ao Blog de Jamildo.

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