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Porque algumas pessoas não têm impressões digitais ?

Porque algumas pessoas não têm impressões digitais ?

Segundo um novo estudo, uma mutação genética rara pode ser a razão pela qual algumas pessoas nascem sem impressões digitais.

A desordem é informalmente conhecida como “doença da demora de imigração”, porque alguns países exigem impressões digitais para a entrada neles. O nome científico da condição, porém, é adermatoglifia, por causa dos pequenos sinais em nossos dedos que se chamam dermatóglifos.

Na maioria das pessoas, as impressões digitais se formam no útero, com apenas 24 semanas de gestação. Mas, em pelo menos quatro famílias em todo o mundo, os dedos são totalmente sem impressões digitais.

Você pode achar que tal anormalidade é um bilhete para uma vida de crimes sem consequências, mas é até pecado pensar nas “vantagens criminosas” de não se ter impressões digitais quando, na verdade, a condição vem muitas vezes com efeitos colaterais desagradáveis, incluindo a formação de bolhas e cistos faciais.

Pesquisadores israelenses testaram uma família suíça afetada por adermatoglifia, comparando os genomas dos nove membros da família sem impressões digitais com os sete membros da família com impressões digitais.

Os seres humanos têm 46 cromossomos no total, que vêm em 23 pares: metade de cada par da mãe, e a outra metade do pai.

Os cientistas rastrearam a doença a uma mutação genética no cromossomo 4. O gene, SMARCAD1, controla uma série de outros genes relacionados com o desenvolvimento.

Na família suíça, os membros com adermatoglifia tinham uma versão menor do SMARCAD1, expressa unicamente na pele. A mutação também reduziu o número de glândulas sudoríparas nas palmas das pessoas com o transtorno.

Os pesquisadores afirmam que muito pouco é conhecido sobre a função do SMARCAD1, mas a experiência da família suíça sugere que o gene controla outros genes que afetam ambos sulcos da pele e glândulas sudoríparas.

Além disso, conforme impressões digitais anormais forem mais estudadas, as descobertas podem influenciar também a compreensão de outras doenças que não afetam apenas a pele.

Fonte: LiveScience

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