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Posso usar uma figa?

Posso usar uma figa?

Quantas vezes podemos ver pessoas e mais pessoas carregando uma figa junto ao seu corpo. Seja por meio de um colar, pulseiras, brincos, bijuterias e etc…. Existem famílias que é costume dar uma figa quando um bebê nasce, e não sei de onde surgiu tal costume, mas de fato muitas vezes vejo bebês utilizando este tipo de objeto.

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Para quem ainda talvez não saiba sobre o que eu estou falando, estou falando deste símbolo na qual se é representado por uma mão, e que o dedo polegar é colocado entre o dedo indicador e o dedo médio; como vocês podem ver na Imagem ao lado.
A origem da figa vem do povo Europeu, mais precisamente do povo Italiano, na qual se explica que a figa já há muitos séculos era utilizada como um amuleto. Para eles a figa era uma forma de representar o ato sexual, e ainda representava e se fazia da figa uma associação à FERTILIDADE e ao EROTISMO.
Como para os povos mais antigos existia também um tipo de mentalidade na qual ensinavam que mulheres que não tivessem filhos eram amaldiçoadas por Deus, geralmente as mulheres se utilizavam da figa, que era um modo de espantar qualquer tipo de mal e desgraça sobre a sua fertilidade.
Existe ainda historias ou lendas, não se sabe se isso era um costume que os povos antigos realmente adotaram, que era usar a figa como um símbolo de EROTISMO para que de alguma forma o Mal fosse distraído pela figa e a imagem obscena que a mesma transmitia; sendo assim o Mal não investiria sobre a fertilidade da pessoa que estava usando a figa.
A verdade é que com o passar do tempo, a figa e o seu significado foram sendo distorcidos, e a figa se tornou então uma espécie de amuleto para espantar o mau olhado, para espantar olho gordo, inveja, espantar o azar e trazer todo o tipo de sorte.
Concluindo: A Figa é usada hoje como um objeto de superstição!
E qual é o ensinamento que a Igreja Católica Apostólica Romana através do Catecismo nos ensina sobre a Superstição?
Vamos então ao numero 2111 do Catecismo:
“A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.”.
Estamos colocando num objeto uma importância, um poder que não é real! Estamos confiando naquele objeto, que é o objeto em si que contem a força e o poder para realizar algo em meu favor!
A superstição é pecado, pois não atribuímos à Deus o bem que Ele nos oferece, a proteção e a graça, mas colocamos num objeto a nossa crença! Nos desviamos e podemos chegar a pecar gravemente contra Deus quando O excluímos da nossa vida porque estes objetos “pode me dar” o que eu preciso!
Para aqueles que já foram também em terreiros de Candomblé, a determinados centros espiritas, casas de Umbanda, puderam notar que existe também grandes figas postas sobre estes lugares, e também são utilizadas como proteção do local. Existem pais de santo que dão uma figa para quem os procura pedindo ajuda, para que a mesma tenha o que eles chamam de “Corpo Fechado“. Significa que a pessoa que utiliza a figa, terá de determinada entidade que foi ligada a figa a proteção de todo o seu corpo, que nada poderá atingi-lá.
Pode então um verdadeiro cristão utilizar figa?
Claro que não! Não convém, não diz daquilo que cremos, não condiz com a nossa fé!
O que fazer com a figa que tenho?
Sem duvida nenhuma jogar fora! Não dê para ninguém! Se você não quer algo que não é bom para você, também não dê a mais ninguém! E se você tiver uma figa que é de ouro e por isso não quer joga – lá no lixo, então que ao menos derreta e faça um crucifixo para substitui – lá, peça para um sacerdote abençoa – lá, vai condizer mais com sua fé!
A nossa proteção esta em Deus, esta é a nossa fé! Foi por isso que iniciei este artigo com este versículo do Salmo: “É no Senhor que confia quem O teme: Ele é seu auxilio e o seu escudo.” (Sl 155, 11)
Danilo Gesualdo – Canção Nova / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana – http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

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