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E agora governador? Poucas vagas, muitos concorrentes

E agora governador? Poucas vagas, muitos concorrentes

Se a aliança com o PT tiver presença na chapa condicionada, Paulo Câmara só terá mais um lugar para contemplar a Frente Popular

Do Diario de Pernambuco – Rosália Rangel e Aline Moura

Um outro debate que vai esquentar na Frente Popular envolve a composição da chapa majoritária.

Levando em consideração que uma das duas vagas para o Senado deve ficar com o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e a outra ou a vice for destinada ao PT, no caso da aliança com o PSB ser confirmada, o governador Paulo Câmara (PSB) ficará apenas com um espaço na cabeça de chapa para contemplar os demais aliados.

Uma tarefa nada fácil para quem não pode deixar escapar as forças políticas e conquistar adesões.

Enquanto Paulo Câmara não abre oficialmente a agenda de conversas com os partidos da base, as lideranças políticas vão colocando nomes e mostrando argumentos para ganhar a indicação.

O presidente do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, por exemplo, expôs o poder de fogo da legenda que comanda no estado, afirmando que tem tamanho partidário e votos, que, na avaliação dele, devem ser levados em consideração na hora de escolher um candidato ao Senado.

O deputado espera o tempo do Palácio para oferecer o nome dele ou de Cleiton Collins, respectivamente, os deputados federal e estadual mais votados em 2014.

Outro que não esperou o convite para entrar no debate foi o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Em janeiro passado, durante um almoço do pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, com Paulo Câmara, no Recife, Lupi falou sobre o desejo de incluir o nome do ex-prefeito de Caruaru José Queiroz (PDT) nas discussões sobre a disputa para o Senado na chapa socialista.

Quando o assunto chega na vice, o nome do ex-prefeito do Recife João Paulo aparece entre os cotados.

No domingo de carnaval, em Bezerros,  no desfile dos Papangus, uma foto do petista ao lado do governador colocou mais lenha da fogueira do provável retorno do PT para a coligação da Frente Popular.

O petista também é lembrado para o Senado e até mesmo para concorrer a uma vaga na Câmara Federal, cargo que também pode ser disputado por Humberto Costa (PT), que não deve buscar a reeleição de senador.

No caso de Jarbas Vasconcelos, é necessário esperar o desfecho do conflito com o senador Fernando Bezerra (MDB). Os dois aguardam a decisão da Justiça para saber com quem ficará o comando do partido no estado, atualmente nas mãos do vice-governador Raul Henry.

No caso de perder a disputa com a família Coelho, Jarbas deverá se filiar a outra legenda da base, provavelmente o PSD do deputado federal André de Paula.  A vaga na vice ficou vazia com a decisão de Raul Henry de abrir mão da vaga diante da possibilidade de Jarbas disputar o Senado. A justificativa dele foi de que o MDB não poderia ocupar dois espaços na chapa majoritária do PSB. Mas mesmo com assessores mais próximos do governador afirmando que ele ainda não iniciou o debate sobre nomes, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB) aparece como uma das mais cotadas.

Segundo informações de bastidores, o PSB quer ter ao lado de Paulo Câmara um aliado com uma postura crítica forte a Michel Temer (MDB). Os socialistas, que votaram a favor do impeachment da expresidente Dilma Rousseff (PT), querem na eleição de 2018 montar um palanque para mostrar ao eleitor que está do lado oposto ao presidente da República.

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