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Gorduras x carboidratos – qual devo cortar para emagrecer?

Gorduras x carboidratos – qual devo cortar para emagrecer?
Uma pergunta quase tão antiga quanto as dietas é: o que devo cortar da minha alimentação para emagrecer, gorduras ou carboidratos? Há os que defendem que as dietas pobres em gorduras são as mais indicadas para quem quer perder uns quilos. Já outros preferem eliminar carboidratos da alimentação para alcançar o peso ideal. Mas um estudo recente, realizado pela Universidade de Stanford, revelou que esta batalha faz pouco sentido. Ele concluiu que não há diferença significativa entre dietas de baixa ingestão de gorduras (low-fat) e dietas com restrição de carboidratos (low-carb). Pessoas que aderiram a qualquer uma dessas dietas tiveram níveis de emagrecimento similares.

Dietas e preferências pessoais

A notícia é muito boa para aqueles que estavam em dúvida entre uma dieta low-fat ou uma low-carb. O fato é que essa pessoa pode escolher qualquer uma delas, de acordo com a sua preferência. A dieta é um desafio muito pessoal. Um regime alimentar específico que um amigo seu jura ser o melhor já inventado pode ser um suplício para você. E o que a pesquisa mostra é exatamente que não existe um dieta básica que possa ser adotada por qualquer pessoa do planeta.

O estudo

A pesquisa, publicada no jornal da Associação Médica Americana (American Medical Association), acompanhou 609 adultos com sobrepeso de 18 a 50 anos – metade mulheres, metade homens. Cada grupo adotou uma das dietas – low-carb ou low-fat – por 12 meses. Aproximadamente 20% dos participantes desistiram ao longo do caminho.
 Os resultados mostraram que pessoas que cortaram as gorduras ou que cortaram os carboidratos, enquanto mantinham uma dieta regular e saudável, perderam exatamente o mesmo número de quilos.
Para equalizar as diferenças individuais, os participantes realizaram duas atividades anteriores ao estudo. Eles tiveram os seus códigos genéticos sequenciados, para que os pesquisadores pudessem observar padrões genéticos similares que poderiam ampliar ou inibir o ganho de peso; e realizaram testes de níveis de insulina, para um diagnóstico prévio de diabetes. Em geral, o código genético e o nível de insulina não afetaram o sucesso da dieta em nenhum dos grupos.
Os resultados
Ao final dos 12 meses, os participantes haviam perdido aproximadamente seis quilos. Mas alguns  chegaram a perder mais de 27 quilos, enquanto outros ganharam entre sete e nove quilos. A conclusão a que chegaram os pesquisadores é que, independentemente da dieta de opção, com baixa ingestão de gorduras ou de carboidratos, o que efetivamente influencia na perda de peso é a manutenção de uma alimentação saudável.

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