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Santo Antônio: fama de ‘casamenteiro’ remonta à Idade Média

Santo Antônio: fama de ‘casamenteiro’ remonta à Idade Média

Sermões do santo voltados à importância da família e do matrimônio podem ter dado origem à tradição popular

Associação do santo com o casamento estaria presente no imaginário popular desde tempos medievais. / Foto: JC Imagem / Bobby Fabisak

Associação do santo com o casamento estaria presente no imaginário popular desde tempos medievais.
Foto: JC Imagem / Bobby Fabisak
JC Online
Todo ano é a mesma coisa: no dia 13 de junho, devotas e devotos de Santo Antônio fazem promessas, pedidos e simpatias ao santo, com o intuito de “desencalhar”. A tradição popular vai passando de geração em geração e, movidas pela fé, as pessoas vão perpetuando, na esperança de encontrarem um par. De acordo com o professor Sérgio Sezino, coordenador do curso de Teologia da Universidade Católica de Pernambuco, essa tradição remontaria à Idade Média. “Essa crendice não tem relação oficialmente com a Igreja Católica, mas provavelmente foi criada no imaginário popular por conta do conteúdo dos sermões do Santo Antônio histórico”, afirmou.

Nascido em Lisboa no ano de 1195, viveu a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália, sendo contemporâneo de São Francisco de Assis. Santo Antônio foi frade franciscano, responsável por ensinar teologia aos membros da ordem religiosa. Também viajava de vilarejo em vilarejo, pregando para as pessoas. “Ele falava muitas vezes sobre a importância da família e do matrimônio e, talvez por isso, criou-se na imaginação das pessoas a relação dele com o casamento”, explicou Sezino.

“Os santos acabaram recebendo cada um uma espécie de ‘função’ porque, em muitos casos, o povo associava algo que marcasse aquele santo para fazer os seus pedidos”, concluiu o professor.

Mas nem só de matrimônio vivem os devotos de Santo Antônio. Outra tradição importante ligada ao santo é a Bênção dos Pães, que acontece todos os anos. De acordo com a Arquidiocese de Olinda e Recife, pães são abençoados e consagrados à Santo Antônio nas celebrações e, posteriormente, doados aos pobres. Os pães ajudariam a não faltar comida na mesa durante o ano.

Fonte – http://jconline.ne10.uol.com.br

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