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Odebrecht: corrupção em terreno de Instituto Lula

Odebrecht: corrupção em terreno de Instituto Lula

‘Laranja’ lista mensagens de Odebrecht sobre corrupção em terreno de Instituto Lula

Glaucos Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, indicou e-mails e documentos entregues por delator em processo que reforçam tese de crimes em negócio

Ricardo Brandt, Luiz Vassallo e Fausto Macedo -Estadão

A defesa do suposto “laranja” usado na compra do terreno para o Instituto Lula, Glaucos da Costamarques, entregou ao juiz federal Sérgio Moro as mensagens e documentos escolhidos por ele no material entregue pelo delator Marcelo Odebrecht no processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu compadre, o advogado Roberto Teixeira, são réus da Operação Lava Jato, em Curitiba.

São 27 mensagens e um documento que fazem parte do material entregue por Odebrecht no processo para comprovar que a empreiteira comprou em 2010 um imóvel de R$ 12 milhões em São Paulo para ser a sede do Instituto Lula. O negócio teria sido intermediado pelo ex-ministro – e agora delator da Lava Jato – Antonio Palocci, pelo pecuarista amigo de Lula José Carlos Bumlai – primo do “laranja” – e por Teixeira.

Neste processo, a Operação Lava Jato atribui a Lula vantagem indevida de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, por meio de um terreno que abrigaria o Instituto que leva o nome do ex-presidente – R$ 12 milhões – e uma cobertura vizinha à residência do petista em São Bernardo de R$ 504 mil – em nome de Costamarques.

Em outra mensagem destacada pela defesa de Costamarques, Paul Altit fala com Odebrecht, depois de ser informado que o dono queria se aprofundar “sobre riscos prédio Instituto”.

Ao anexar os documentos, os advogados do empreiteiro listaram as mensagens que para ele comprovariam os fatos. Um deles, listado também pela defesa de Costamarques, “esclarece que ‘conta’” de onde saiu parte do dinheiro é a registrada na “Planilha Italiano” – codinome usado para identificar Palocci – e corrobora que os valores foram debitados dela.

.O material fez com que Moro abrisse prazo para que as partes envolvidas o processo consultassem o material e listassem quais mensagens e documentos seriam de interesse das defesas para inclusão no processo como provas. O prazo para que a defesa de Costamarques entregasse a lista venceu nesta terça-feira, 3.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, QUE DEFENDE LULA

“O ex-presidente Lula jamais teve a posse ou a propriedade do imóvel e tampouco participou, direta ou indiretamente, de qualquer negociação relacionada a esse imóvel.

O ex-presidente Lula jamais trocou qualquer e-mail com representantes da Odebrecht.

A Odebrecht adquiriu e vendeu o imóvel com lucro, que ingressou no caixa do grupo, sem qualquer relação com Lula ou com o Instituto Lula.

Glaucos da Costamarques é pai de um delator na Lava Jato por supostas atividades ilícitas realizadas pela empresa Camargo Correa. Sua atuação processual deve ser analisada nesse contexto e na tentativa de preservar os benefícios concedidos ao filho.”

CRISTIANO ZANIN MARTINS

Fonte – http://www.blogdomagno.com.br/

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