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Sport sofre, mas arranca o empate com a Chapecoense no fim

Sport sofre, mas arranca o empate com a Chapecoense no fim

O Sport mostrou todos os seus defeitos, mas conseguiu arrancar um empate por 1×1 com a Chapecoense na noite deste domingo (5), na Ilha do Retiro pela 17ª rodada do Brasileirão. O gol salvador só saiu aos 47 do segundo tempo e, ainda assim, a torcida saiu na bronca, vaiando o time no apito final. De toda forma, o ponto somado interrompeu a série de quatro derrotas seguidas depois do intervalo para a Copa do Mundo e fez o time subir da 13ª para a 12ª posição, agora com 20 pontos.

O defeito

O grande problema do Sport é o item mais básico do futebol: o passe. A troca de bolas entre os jogadores raramente consegue ultrapassar três vezes. E como se fosse pouco, a região onde acontecem mais erros é a saída de jogo, entre zagueiros e volantes. O adversário consegue ter a bola mais perto da área rubro-negra, aumentando o perigo. Ao mesmo tempo, esse defeito faz do ataque um setor praticamente impotente. A causa fica dividida entre a qualidade de quem passa e o posicionamento. A configuração básica do time da Ilha é de apenas um jogador dando opção.

A Chape, que está longe de ser um time brilhante, conseguia fazer isso com um pouco mais de frequência. E conseguia quando montava as triangulações. Numa jogada rápida pelo lado direito do Sport conseguiu o gol quando Yann partiu para cima de Ronaldo Alves e cruzou rasteiro. Wellington Paulista completou de cavadinha para fazer 1×0.

Erros, apesar das chances

Se tomar a iniciativa já era complicado para os leoninos, a desvantagem no placar duplicou a dificuldade pela perspectiva de mais uma derrota. Os erros ficaram mais frequentes e aparecendo em jogadas mais simples. A Chapecoense recuou a marcação para a linha divisória do gramado para tentar os contra-ataques. Os donos da casa só conseguiam cruzar bolas pelo lado esquerdo numa estratégia que terminou se assemelhando a um mantra, tamanha era a repetição. Sander passava, recuava para Marlone. O camisa dez puxava a bola para o pé direito e cruzava.

Ainda assim, as oportunidades chegaram. Numa cobrança de falta de Marlone, Fillipe Bastos cabeceou raspando a trave direita. Num escanteio foi a vez de Ronaldo Alves, eleito pela torcida como seu maior desafeto ao menos nesta partida, mandar muito perto.

Segundo tempo

Os rubro-negros voltaram para o segundo tempo com o atacante Rafael Marques no lugar do volante Deivid. Uma tentativa de ser mais ofensivo, mas longe de ser a resolução do problema do time, que era de construção. Pedindo, portanto, mais qualidade para a bola vir lá de trás para o setor ofensivo.

Quem?
Mas cadê esse jogador? O Sport não conta, tenha ele a alcunha de volante ou meia. O jeito era colocar dois centroavantes e apostar na bola longa para, na base da insistência, o gol sair. Neto Moura entrou no lugar de Marlone muito mais como uma aposta do que como estratégia de jogo. A prova disso é que o prata da casa não chamou o jogo para si e limitou-se a fazer o mesmo que seu antecessor: cobrar faltas e escanteios. E a marcação dos catarinenses nem era isso tudo, com direito a muitos erros na saída de bola e permissão para que os leoninos criassem situações de finalização.

A salvação

A insistência citada no parágrafo aí em cima deu resultado aos 47 minutos e da forma mais improvável possível. O lateral Cláudio Winck, que errou muito mais do que acertou em todo jogo, cruzou com o pé mais fraco, o esquerdo, na cabeça de Carlos Henrique, que mandou no ângulo para deixar tudo igual.

Ficha do jogo:

Sport
Magrão; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Rafael Marques), Fellipe Bastos, Andrigo (Hygor) e Marlone (Neto Moura); Gabriel e Carlos Henrique. Técnico: Claudinei Oliveira.

Chapecoense
Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Amaral, Elicarlos (Orzu) e Yann (Canteros); Wellington Paulista e Osman (Bruno Silva). Técnico: Gilson Kleina.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG). Gol: Wellington Paulista, aos 12 do primeiro tempo. Cartões amarelos: Sander e Bruno Pacheco.

Fonte – http://blogs.ne10.uol.com.br/torcedor/2018/08/05/sport-sofre-mas-arranca-o-empate-com-a-chapecoense-no-fim/

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