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RN registra 17 casos de raiva em morcegos neste ano

RN registra 17 casos de raiva em morcegos neste ano

Do início deste ano até o dia 1º de agosto foram registrados 21 casos de raiva animal no Rio Grande do Norte. Desses registros, 17 foram em morcegos. De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam) da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), esses casos positivos já superam o total da doença em morcegos no ano passado inteiro. Com isso, a Suvam divulgou alerta à população orientando para os cuidados com esses animais. Em 2017, de acordo com informações da Sesap, foram registrados 27 casos de raiva animal. Desse total, 16 foram em morcegos.

A Sesap informou que os 17 casos de raiva em morcegos de 2018 foram em nove municípios do estado: Caicó, Canguaretama, Guamaré, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Serra Caiada e Taipu. Desse total, oito morcegos raivosos foram de Natal, dois de Serra Caiada e os outros municípios citados notificaram um caso em cada cidade.

“É de grande importância que a população saiba identificar um morcego suspeito de raiva. Como o morcego é um animal noturno, que só voa à noite em busca de alimentos, ao encontrá-lo durante o dia (caído no chão, alimentando-se ou pousado em local desprotegido), deve-se suspeitar de raiva. Além disso, todo morcego encontrado morto também é suspeito de raiva. Nessas situações, o Controle de Endemias ou o Controle de Zoonoses do município precisa ser informado para que possa recolher o animal e enviá-lo para exame laboratorial de raiva”, explica a Subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Julyana Diniz.

O que fazer?

Ao encontrar um morcego suspeito de raiva não se deve tocar ou jogar no lixo. Crianças e animais devem ser afastados do local e é preciso isolar o morcego com um pano ou um balde, até que o Controle de Endemias ou o Controle de Zoonoses do município recolha o animal. Ao ser mordido por um morcego ou por qualquer outro mamífero, deve-se lavar o local com água corrente e sabão e procurar assistência médica imediatamente para tratamento antirrábico.

Para os animais de estimação e de fazenda, a principal forma de prevenção da raiva é a vacinação. A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, que mata em 99,9% dos casos quando não se busca assistência médica no tempo correto. Ela é causada por um vírus e somente os mamíferos a transmitem.

Números da raiva em animais no RN em 2018 (até 1º de agosto):

21 – número total de casos de raiva animal
17 – morcegos registrados com raiva
3 – raposas registradas com raiva
1 – carneiro registrado com raiva

Campanha de vacinação contra raiva para cães e gatos segue até outubro

No período de 6 de agosto a 5 de outubro acontece em todo o Rio Grande do Norte a Campanha de Vacinação Antirrábica para caninos e felinos. A Sesap está orientando todos os municípios a organizarem sua logística principalmente no dia 29 de setembro, quando será o “Dia D” da campanha.

Na II Ursap, a meta estimada é vacinar 132.372 animais, sendo 88.328 cães e 44.044 gatos. Somente em Mossoró são 42.339 (27.702 cães e 14.637 gatos). Em Açu são 9.486 ( 7.052 cães e 2.434 gatos). Na cidade de Apodi são 8.040 animais (5.003 cães e 3.037 gatos). A II Ursap oferece todo suporte técnico, apoio logístico e distribui as vacinas e insumos como seringas e agulhas descartáveis.

Todos os cães e gatos a partir de três meses e fêmeas paridas há mais de 15 dias devem tomar, visando prevenir e interromper a transmissão do vírus da raiva na população canina e felina, diminuindo, deste modo, a possibilidade de ocorrência da raiva humana.

Fonte –  https://www.op9.com.br/rn/noticias/rio-grande-do-norte-registra-17-casos-de-raiva-em-morcegos-neste-ano/

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