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Haddad pede conciliação em comício com vaias a Paulo Câmara

Haddad pede conciliação em comício com vaias a Paulo Câmara

Sem fazer menção ao PSB, candidato a presidente pelo PT disse que seu governo não será revanchista

Ato na Praça da Independência reuniu militâncias do PT e do Psb. Foto: Priscila Assis/TV Clube

Ato na Praça da Independência reuniu militâncias do PT e do Psb. Foto: Priscila Assis/TV Clube

O que era para ser uma celebração democrática transformou-se neste sábado (22) em mais um exemplo do clima de intolerância que marca estas eleições até mesmo dentro das coligações. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e a viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, foram vaiados e chamados de golpístas pela militância que vibrou com a presença do candidato à Presidência da República indicado por Lula, Fernando Haddad, no Recife. Os petistas presentes ao ato público na Praça da República não perdoaram o fato do PSB, mesmo aliado nesta campanha, ter apoiado o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A programação sofreu atraso com a chegada de Haddad ao Recife. Ele desembarcou por volta do meio-dia. Depois de uma caminhada da Praça Maciel Pinheiro até chegar ao palanque armado na popular Pracinha do Diario, Haddad concedeu uma entrevista coletiva tumultuada a jornalistas cercado por militantes. O candidato aproveitou o Dia Mundial Sem Carro para reforçar a necessidade de verba federal para questões de mobilidade urbana, tais como faixa de ônibus, melhor qualidade de transporte público, ciclofaixas e diminuição de taxa dos ônibus.

Além disso, Haddad prometeu voltar com as obras de transposição do Rio São Francisco “Vamos revogar o teto de gastos de Temer para investir. Obra parada dá prejuízo. As pessoas imaginam que obra parada é parada, mas não. Obra parada se deteriora e custa o dobro para terminar depois de alguns anos. Tem que concluir a todo custo. Não vamos deixar obras estratégicas paradas, sobre tudo as já iniciadas”.

Um sinal para os adversários

Mas o principal tom que ele adotou foi o da conciliação. Essa estratégia foi reforçada em seu discurso para a militância no palanque, que aconteceu depois da fala de Paulo Câmara. Assim que foi apresentado pelo locutor, o governador enfrentou vaias e encerrou sua fala em apenas dois minutos. Disse que o estado tinha muita honra de apoiar um candidato representando um presidente que “fez muito por Pernambuco”.

“Não temos nenhum revanchismo”, afirmou Haddad em seu discurso, sem fazer nenhuma menção ao governador ou ao PSB. Segundo ele, a intenção do seu futuro governo é resguardar o Nordeste para os nordestinos. “Nunca deixamos nenhum brasileiro para trás, nem mesmo os nossos adversários”.

A comitiva de Haddad seguiu depois para Caruaru, onde participaria de pedalada marcada para as 16h. Neste domingo, o candidato petista á atração em “abraço” ao Rio São Francisco, visitando as cidades de Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia).

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