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As intrigas rasteiras sobre a ida de Moro para o ministério da Justiça. Corruptos em pânico

As intrigas rasteiras sobre a ida de Moro para o ministério da Justiça. Corruptos em pânico

A notícia confirmada esta semana sobre a indicação de Sérgio Moro para comandar a partir de 2019 o ministro da Justiça e Segurança Pública incomodou diversos setores da política, imprensa e até mesmo no Judiciário.

Alvo de ataques durante os mais de quatro anos em que comandou os processos da Lava Jato na 13.ª Vara Federal de Curitiba, Moro aceitou o desafio de assumir a pasta da Justiça, abrindo mão de uma carreira segura na magistratura.

Seus tradicionais detratores recorrem agora a ataques rasteiros e oportunistas sobre suas escolhas. Entre os ataques mais comuns, o acusam de abandonar a carreira no Judiciário em troca de uma carreira na política. Vários jornais divulgaram matérias antigas em que Moro negava ter interesse em disputar cargos eletivos. O objetivo é simples: tentar contradizer Moro de forma manipuladora insinuando que, ao se tornar ministro da Justiça, Moro teria voltado atrás em suas opiniões sobre ingressar na política. Na maior parte das entrevistas antigas divulgadas esta semana, Moro se referia à possibilidade de disputar eleições e ingressar na política, algo bem diferente de aceitar uma indicação para o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Os ataques dos detratores de Moro não se sustentam por uma série de razões. Entre elas, está a disposição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de indicar nomes técnicos para os ministérios. Logo, a indicação de Moro não tem nenhuma relação com a política. Até mesmo por que o juiz não possui filiação partidária ou tinha vínculos políticos com o presidente eleito. Moro é um técnico indicado para um cargo técnico. Pelo menos até o momento, não há qualquer indicativo de que vá seguir carreira na política.

Por outro lado, Moro é um determinado representante da luta contra a corrupção e o crime organizado, com décadas de atuação. A ida para o ministério da Justiça e Segurança Pública pode representar para ele uma oportunidade única de avançar com seu trabalho. De posse de informações preciosas acumuladas ao longo de mais de quatro anos de Lava Jato, Moro terá a oportunidade de cruzar informações com dados do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que terá atribuições transferidas da pasta da Fazenda para o ministério que comandará. Poderá comandar a Polícia Federal, indicando diretores e orientando ações de forma mais eficaz, além de obter provas contra outros investigados que escaparam impunes da maior investigação contra a corrupção do mundo.

Sob o ponto de vista de seu potencial, Moro não teria qualquer chance de avançar com seu trabalho de forma mais eficiente como um simples juiz de primeira instância. É justamente isto que apavora dezenas de investigados, representantes do PT e outros elementos que não foram alcançados pelos braços da Lei. Moro é o brasileiro que melhor simboliza a esperança da sociedade quanto ao combate à impunidade.

A ida de Moro para o Ministério da Justiça, assim como ocorreu com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, também está baseada na expectativa de condução do magistrado à uma cadeira no Supremo, logo que surgir uma vaga. Caso a ida de Moro para o STF se confirme nos próximos dois anos, quando há expectativa do surgimento de uma vaga na Corte, todas as especulações sobre suas pretensões políticas irão cair por terra.

De qualquer forma, sua ida para a pasta da Justiça não compromete em anda todos os avanços já obtidos até aqui em sua cruzada contra a corrupção e o crime organizado. Pelo contrário, representa uma nova etapa de seu trabalho. Afirmar que Moro possui algum projeto político é apenas uma forma de tentar desqualificar aquele que já foi acusado de ser agente da CIA, de ser representante de bilionários estrangeiros interessados em comprar a Petrobras, de ser um tucano infiltrado no Judiciário, etc. Vale lembrar que os que agora atacam a ida de Moro para o ministério da Justiça são, em boa parcela, os mesmos de vibraram com a nomeação de Lula para o cargo de ministro da Casa Civil por Dilma quando o petista já era praticamente um condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Moro segue seu trabalho, agora num outro patamar. De fato, não há nada melhor a esperar daqueles que, de todas as formas, tentaram desqualificar o homem que colocou Lula na cadeia.

Fonte – http://www.imprensaviva.com/2018/11/as-intrigas-rasteiras-sobre-ida-de-moro.html

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