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Ministro da Defesa agrada Exército

Ministro da Defesa agrada Exército

Helena Chagas

A nomeação do general Fernando Azevedo e Silva para o Ministério da Defesa é um aceno do capitão Jair Bolsonaro ao establishment militar, e sobretudo à cúpula do Exército, que tem feito questão de demarcar certa distância em relação ao novo governo. Agora, o atual comandante do Exército, general Villas Boas, que disse em entrevista à Folha de S.Paulo que os militares não estavam voltando ao poder e que Bolsonaro é muito mais um político do que um militar, tem um amigo na chefia da pasta da Defesa.

Diferentemente do vice Hamilton Mourão e até do general Augusto Heleno, que vai para o GSI, Azevedo faz parte do grupo que hoje comanda o Exército e, antes de se reformar, era o nome preferido do alto comando para suceder Villas Boas na chefia da força. Nessa condição, também chefiou a Autoridade Pública Olímpica nas Olimpíadas do Rio.

A possibilidade de indicar um civil para a Defesa nunca esteve em cogitação no governo Bolsonaro, mas a supremacia do Exército na nova administração deve trazer problemas nas outras forças – até porque se cogitava a nomeação de alguém da Marinha para o posto. “Agora, onde se lê Forças Armadas, leia-se Exército”, diz um observador militar. O entorno do presidente eleito prevê que ele tomará decisões para corrigir esse desequilíbrio, o que pode resultar em nomeações de oficiais da Marinha e da Aeronáutica para outros postos importantes no primeiro escalão.

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